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Economia Bolsa volta ao melhor nível desde janeiro

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Dólar sobe para R$ 5,10 em dia de ajustes e euforia no mercado de ações.

Foto: Reprodução/Instagram
Dólar sobe para R$ 5,10 em dia de ajustes e euforia no mercado de ações. (Foto: Reprodução/Instagram)

Num dia de euforia no mercado de ações, a bolsa de valores retomou os níveis observados no fim de janeiro. O dólar fechou pouco acima de R$ 5,10 num dia de ajustes no mercado externo após a reunião do Fed (Federal Reserve), Banco Central norte-americano.

O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quarta-feira (16) aos 117.941 pontos, com alta de 1,54%. Ao longo do dia, o indicador chegou a ultrapassar os 118 mil pontos, mas perdeu fôlego perto do fim da sessão. O Ibovespa está no maior nível desde 24 de janeiro, quando tinha encerrado aos 118.178 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar operou em alta durante quase todo o dia, encerrando o pregão vendido a R$ 5,106, com valorização de R$ 0,017 (+0,34%). A divisa acelerou a alta durante a tarde, depois que o Fed decidiu manter os juros básicos nos Estados Unidos entre 0% e 0,25% ao ano.

Apesar de a decisão do Fed não ser esperada, o dólar subiu em todo o planeta após o fim da reunião do Banco Central norte-americano, num movimento de ajuste depois de quedas nos últimos dias. O órgão informou que decidiu manter o programa de compra de ativos de empresas em dificuldade enquanto durar a recessão provocada pela pandemia do coronavírus.

A expectativa de que a maior economia do planeta continue a ser socorrida influenciou o mercado de ações norte-americano. O índice Nasdaq (das empresas de tecnologia) subiu 0,5% e renovou o fechamento recorde. O índice Dow Jones (das empresas industriais) recuou 0,15%, mas o S&P 500 (das 500 maiores empresas) ganhou 0,18%.

PIB da América Latina terá contração de 7,7%

A taxa de crescimento da região da América Latina e Caribe deverá ser de 3,7% em 2021. No entanto, essa alta não será suficiente para recuperar os níveis de atividade econômica pré-pandemia. Em 2020, a contração da atividade econômica deverá ser de 7,7%. A recuperação do nível do produto interno bruto (PIB – soma das riquezas produzidas pelos países) anterior à crise deste ano será lenta e só será alcançada por volta do ano de 2024.

As informações constam no Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2020, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). Segundo o documento, em um contexto de contração global, essa é a região mais atingida do mundo em desenvolvimento pela crise derivada da Covid-19.

“A dinâmica do crescimento em 2021 está sujeita a uma alta incerteza relacionada com o risco de surtos da pandemia, da agilidade para produzir e distribuir as vacinas e da capacidade para manter os estímulos fiscais e monetários para apoiar a demanda agregada e os setores produtivos”, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal.

Alícia acrescenta que “avançar para um crescimento sustentável e inclusivo exige uma transformação produtiva para setores ambientalmente sustentáveis, que favoreçam a geração de emprego e a inovação tecnológica”.

De acordo com as projeções da comissão, a América do Sul teria uma contração de 7,3% em 2020 e cresceria 3,7% em 2021; a América Central cairia 6,5% no período atual e se expandiria 3,8% no próximo ano. Já o Caribe registraria uma contração de 7,9% em 2020 e um crescimento de 4,2% em 2021.

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