Domingo, 08 de novembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Nasce bebê gerado pela tia para a irmã que não pode ter filhos: “Lindo e saudável”, diz mãe

Compartilhe esta notícia:

Dante no colo dos pais logo após o nascimento em maternidade de Belo Horizonte

Foto: Arquivo pessoal
Dante no colo dos pais logo após o nascimento em maternidade de Belo Horizonte (Foto: Arquivo pessoal)

O sonho de carregar um filho no colo esperado por quase dez anos se tornou realidade para a servidora pública Solana Guimarães nesta quinta-feira (18), na maternidade Octaviano Neves de Belo Horizonte.

O pequeno Dante nasceu às 8h46, com 3 quilos e 600 gramas e 49 centímetros.

A irmã de Solana, Anaterra Guimarães, que gerou o sobrinho para a irmã que não pode ter filhos, passa bem.

“Ele é muito lindo e saudável. Minha irmã está ótima também”, disse a mãe de Dante.

Solana fazia tratamento para engravidar desde 2012. Ela fez nove fertilizações in vitro, engravidou seis vezes, mas nenhuma evoluiu.

“Eu escutava o coraçãozinho. Mas passava uma semana, eu tinha aborto espontâneo. Aconteceu várias vezes”, contou Solana .

Solana e o marido passaram por clínicas de fertilização em Belo Horizonte e em São Paulo. Depois de várias tentativas, uma alteração no útero de Solana foi descoberta pelos médicos.

“Meu problema não tem diagnóstico, é uma incompatibilidade no meu útero. Também fizemos muitos exames para ver se os embriões eram saudáveis e todos eles tiveram problema”, contou ela.

Nesta época, a irmã dela já se oferecia para ser barriga solidária, mas Solana e o marido não concordavam.

“Gravidez mexe muito com a vida da mulher, corpo, rotina. Minha irmã já tinha uma filha e não nos sentíamos à vontade de aceitar que ela gerasse nosso filho. Para não dar trabalho pra ela mesmo”, contou. Mas, em julho de 2020, o casal concordou com o procedimento.

“Eu relutei muito em aceitar que Anaterra fosse minha barriga solidária porque não achava justo que ela se sacrificasse a esse ponto por mim. Na reta final da gravidez, agradeci a Deus todos os dias por ter permitido que vivêssemos essa linda história de amor! Jamais vou conseguir agradecer o suficiente o que ela e sua família fizeram por mim”, contou a mãe de Dante.

Anaterra Guimarães, de 38 anos, que deu à luz ao Dante, contou sobre a satisfação em poder realizar o sonho da irmã. “Me sinto realizada. Eu fiz pela minha irmã, foram muitas perdas que ela teve, sofremos bastante. Estou podendo contribuir com a felicidade dela”.

A engenheira de telecomunicações já tem uma filha de 6 anos. Agora, é também tia de Dante.

Barriga solidária no Brasil

De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) de número 2.168/2017, a paciente que será barriga solidária deve pertencer à família de um dos parceiros, em parentesco consanguíneo até o quarto grau (mãe, filha, avó, irmã, tia, sobrinha ou prima).

Segundo o CFM, o procedimento é ético desde que não haja transação comercial ou lucrativa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Marcos Alves
19 de fevereiro de 2021 10:33

Quanta engenharia envolvida para satisfazer uma vaidade pessoal, como se filhos fossem objetos para serem adquiridos, e q tb sejam garantia de felicidade, as vezes as pessoas gostam de procurar problemas.

Entenda por que os preços dos combustíveis não param de subir
Confira dicas de como cuidar dos cabelos na estação mais quente do ano
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x