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Saúde O diretor da Organização Mundial da Saúde informou que está autorizado o uso emergencial da vacina da Johnson & Johnson, com aplicação de dose única

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(Foto: Janssen/Divulgação)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adahnon, informou nesta sexta-feira (12) que a entidade concedeu o uso emergencial da vacina contra covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson, único imunizantes até o momento administrado em dose única.

Tedros informou que a aliança internacional para aquisição de imunizantes Covax Facility já adquiriu 500 milhões de doses do imunizante da Johnson e que espera começar sua distribuição aos países em julho.

Esta é a quarta vacina a receber da OMS a aprovação do uso emergencial. Vacinas da AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNtech e do Instituto Serum.

AtraZeneca

Tedros também aconselhou os países a não suspenderem o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceira com a Universidade de Oxford. A vacina foi associada a casos de trombose em alguns países.

“É importante notar que a Agência Europeia de Medicamentos disse que não há indícios de ligação entre a vacina e a formação dos coágulos sanguíneos e que a vacina pode continuar a ser usada enquanto sua investigação estiver em andamento.”

O diretor-geral informou que o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da OMS analisa sistematicamente os sinais de segurança e está avaliando os relatórios sobre a vacina da AstraZeneca, assim como das demais que já estão em uso.

“Mais de 335 milhões de doses das vacinas contra a covid-19 foram administradas globalmente até agora, e nenhuma morte foi encontrada causada por essas vacinas”, afirmou Tedros.

Novavax 

A NVX-CoV2373, vacina da farmacêutica americana Novavax contra a covid-19, tem 96% de eficácia global na prevenção de casos causados pelo coronavírus. O estudo de fase 3 foi conduzido no Reino Unido.

Já contra a variante britânica, a vacina tem cerca de 86% de eficácia. Contra a versão do vírus originada na África do Sul, o imunizante apresentou um índice de 55%, de acordo com um outro estudo separado feito no país.

Nas duas pesquisas — a do Reino Unido e a da África do Sul —, a vacina apresentou 100% de eficácia na prevenção de quadros graves da doença e morte.

Os resultados dessa análise final estão alinhados com os dados provisórios publicados em janeiro, que também mostraram que a Novavax tinha 96% de eficácia contra a versão original do coronavírus e cerca de 86% de eficiência contra a variante do Reino Unido.

O método utilizado pela companhia americana se chama “vacina recombinante”. A Novavax usou engenharia genética para cultivar réplicas inofensivas da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo, em laboratório. Os cientistas extraíram, purificaram a proteína e a embalaram em nanopartículas do tamanho do vírus.

Em agosto do ano passado, a empresa divulgou os resultados de fase 2 da vacina, que é aplicada em duas doses. Os dados mostraram que a vacina induziu uma “resposta robusta” de anticorpos e foi “bem tolerada” pelos participantes da pesquisa.

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