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Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul registrou em uma semana um aumento de 54% no número de mortes por coronavírus

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O balanço foi divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde. (Foto: Reprodução)

O número de mortes por Covid-19 registrado no Rio Grande do Sul aumentou 54% entre as duas últimas quintas-feiras (de 872 óbitos para 1.343), segundo dados da 45ª rodada do esquema de Distanciamento Controlado do governo gaúcho. Na quinta-feira (11), houve recorde no número diário: foram 276 mortes confirmadas em apenas 24 horas no RS. Na sexta-feira (12) o número baixou para 191 mortes e, neste sábado (13), o Estado chegou pela primeira vez a 331 óbitos confirmados por Covid-19 em único dia.

Todos os 11 indicadores monitorados com relação à velocidade de propagação do coronavírus e à capacidade de atendimento hospitalar tiveram piora nesta semana – mesmo quando calculados em cima de números recordes da rodada anterior, segundo o Palácio Piratini.

De acordo com os dados divulgados na sexta-feira (12), o número de novos registros de hospitalizações por Covid-19 registrados no RS entre as duas últimas semanas apresentou um aumento de 19,5%, passando de 2.818 para 3.367. O número de internados em UTI por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), comparado com a semana anterior, apresentou um aumento de 15,6%, passando de 2.217 para 2.563 nesta última semana. No caso do número de internados em leitos clínicos para Covid-19, entre as duas semanas verifica-se um aumento de 27,3%, passando de 4.203 para 5.352. Para o número de internados em UTI confirmadas para Covid-19, a situação foi de um aumento de 18,9%, passando de 2.012 para 2.392.

No número de casos ativos observados na última semana, comparado à anterior, foi observado um aumento de 41,2%, passando de 37.456 para 52.884. Quanto aos casos recuperados nos 50 dias prévios à penúltima semana, comparado à anterior, a situação ficou quase estável (com variação de 1,3%), de 67.987 para 68.848, informou o governo gaúcho.

Por conta desse cenário e em uma tentativa de conter a piora dos indicadores, o governador Eduardo Leite já havia antecipado que o Estado permaneceria todo em bandeira preta pelo menos até o dia 21 de março e com a suspensão da cogestão, não permitindo a flexibilização dos protocolos pelas prefeituras.

Em reunião com representantes de setores empresariais na sexta-feira (12), a secretária da Saúde do RS, Arita Bergmann, lembrou que as regras mais rígidas são temporárias e se fazem necessárias diante da impossibilidade de parar o vírus até que se tenha a expansão da vacinação.

“Esse tempo de 14 dias nos dá esperança, embora mobilidade na circulação continuou um patamar que poderia ter sido bem menor, talvez municípios não tenham conseguido na mesma medida fazer uma mobilização e parece que as pessoas perderam o medo, então a esperança é que começaremos a ver os primeiros reflexos dessa parada estratégica de atividades econômicas para que tenhamos uma redução no número de casos novos e de interações. Talvez a queda de óbitos nem se perceba ainda, por conta do tempo de atuação do vírus, na próxima semana, mas esperamos que na terceira semana seja quando vamos colher os frutos dos sacrifícios que sabemos que todos estão fazendo”, afirmou Arita. As informações são do Palácio Piratini.

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