Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2021
O presidente da República, Jair Bolsonaro, avaliou na manhã desta sexta-feira (19), que é “pouco” o valor do novo auxílio emergencial que será pago a vulneráveis durante a pandemia de covid-19, porém reforçou que é o que o governo pode pagar.
“É pouco, né? Mas é o que a nação pode dar. São 44 bilhões de endividamento, tá?”, disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF).
Na última quinta-feira (18), o governo federal publicou edição extra do Diário Oficial da União (DOU) com a Medida Provisória (MP) 1.039, que recria o benefício pago, desta vez, a 45,6 milhões de brasileiros, em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375 cada.
Nesta rodada, as regras são mais rigorosas e não haverá novo cadastro para quem eventualmente ficou de fora do programa em 2020.
Beneficiários
O auxílio emergencial de 2021 terá três valores diferentes baseados na composição familiar de cada indivíduo que solicitar o benefício.
Famílias compostas por um único membro receberão R$ 150. O benefício será disponibilizado para cerca de 20 milhões de pessoas.
A parcela de R$ 250 será paga para famílias com dois ou mais membros, sendo liberada para 16,7 milhões.
Já uma família monoparental em que a mulher é a únicas provedora do lar receberá uma parcela de R$ 375. O benefício será liberado para 9,7 milhões de famílias com essa composição.
Calendário pronto
O calendário de pagamento da nova rodada do auxílio emergencial está pronto, anunciou o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.
As datas de pagamento, no entanto, dependem de validação do presidente Jair Bolsonaro, que entregará ao Congresso Nacional as medidas provisórias que autorizam a retomada do benefício social.
Em entrevista coletiva para explicar o lucro de R$ 13,169 bilhões do banco em 2020, Guimarães informou que, desta vez, a instituição financeira está mais preparada tecnologicamente para retomar o pagamento nas agências e por meio do aplicativo Caixa Tem, de modo a evitar aglomerações.
Ele explicou que o pagamento a 45,6 milhões de beneficiários seguirá o modelo adotado no segundo semestre do ano passado, com calendários escalonados para os trabalhadores informais e com o cronograma habitual do Bolsa Família para os participantes do programa social.
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