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Brasil No Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz e sua mulher já estão sem tornozeleiras eletrônicas

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Fabrício Queiroz, e a esposa Márcia Aguiar estiveram na sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para a retirada das tornozeleiras eletrônicas. (Foto: Reprodução)

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Fabrício Queiroz, e a esposa dele, Márcia Aguiar, estiveram na sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), no Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (19), para a retirada das tornozeleiras eletrônicas.

O ministro Gilmar Mendes encerrou na última quarta-feira (17) a tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) de um recurso da defesa que pedia a libertação de Fabrício Queiroz. Queiroz foi preso em desdobramento das investigações do caso das chamadas “rachadinhas” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo Gilmar Mendes, após a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira (16), pela qual foi concedida liberdade a Queiroz e à mulher dele, Márcia Aguiar, não há mais o que ser julgado pelo STF.

Antes da decisão de Gilmar Mendes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu os alvarás de soltura do casal.

Para o ministro, deve prevalecer o entendimento do STJ. “A decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça se mostra mais benéfica aos pacientes do que a decisão liminar [provisória] de minha lavra, já que não determina a prisão domiciliar entre as cautelares diversas fixadas, devendo, portanto, prevalecer”, escreveu.

Em agosto do ano passado, Mendes determinou nessa ação a prisão domiciliar do casal, depois de o ministro Felix Fischer, do STJ, ter confirmado a prisão.

Investigação

Queiroz e Márcia são investigados pelo Ministério Público do Rio por suposta participação no esquema de “rachadinha” (confisco de parte dos salários de assessores) no gabinete do então deputado estadual e Flávio Bolsonaro.

O ex-assessor é apontado como operador do esquema. Com os dados obtidos na quebra de sigilo, o Ministério Público afirma que Queiroz fazia pagamentos de contas pessoais de Flávio e da família dele, que o senador usava a loja de chocolates dele para receber recursos obtidos na “rachadinha” e depois retirava como se fosse lucro e ainda compra de imóveis usando dinheiro vivo em operações suspeitas.

O Ministério Público afirma que Flávio Bolsonaro desviou mais de R$ 6 milhões dos cofres da Alerj. A denúncia do MP está sob risco depois que o STJ decidiu anular as quebras de sigilo bancário e fiscal determinado no caso. Isso porque a acusação usa esses dados. A PGR recorreu dessa decisão para que o STF decida o caso. As informações são do portal de notícias G1.

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