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Saúde Entenda como a cúrcuma ajuda a combater doenças crônicas

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A cúrcuma age para prevenir e combater doenças. (Foto: Reprodução)

A cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra, é uma planta da família do gengibre, com aplicações diversas desde a antiguidade. Registros de seu uso em países como Índia e Indonésia datam de 4 mil anos atrás, o que reforça o interesse ancestral pelas utilidades e benefícios desse ingrediente. Com seu sabor marcante, ela vai desde tempero a corante natural e ativo medicinal. Suas vantagens para a saúde são conhecidas há séculos, mas o entendimento de como a curcumina age para prevenir e combater doenças só aconteceu recentemente, com o interesse crescente da ciência por suas propriedades.

Com a valorização de hábitos de vida mais saudáveis, a suplementação com ativos naturais tem ganhado cada vez mais espaço. “Para tornar o consumo mais prático, é possível contar com cúrcumas encapsuladas, que podem ser encontradas em farmácias de manipulação. Sua suplementação oferece grandes benefícios metabólicos, trazendo uma potente ação anti-inflamatória e antioxidante. Isso significa que além de prevenir e ajudar a combater diversas doenças de origem inflamatória, ela ainda evita o envelhecimento celular precoce, melhorando a saúde cognitiva e contribuindo para uma vida com mais longevidade”, elenca o nutricionista esportivo ortomolecular Rafael Félix.

O poder da cúrcuma

Por si só, a propriedade anti-inflamatória já é suficiente para prevenir e combater diversos males, incluindo casos de inflamação sistêmica. “Esses quadros se instalam devido a diversos fatores, como alimentação desequilibrada, sedentarismo, ingestão de álcool, falta de sono, tabagismo e exposição à poluição” exemplifica Félix. De acordo com ele, esses hábitos podem gerar uma inflamação crônica, aumentando a pré-disposição para doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, por exemplo. Para reverter a inflamação sistêmica e prevenir suas consequências, nada melhor do que a mudança do estilo de vida e a adoção de uma estratégia alimentar adequada. E é aí que a cúrcuma entra como um poderoso booster anti-inflamatório, combatendo e prevenindo o quadro.

“Essa ação contra a inflamação ocorre porque a cúrcuma ajuda a frear a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Elas são proteínas responsáveis por estimular o processo de inflamação no organismo. Assim, o estresse oxidativo também diminui – o que explica, em conjunto com outros mecanismos de ação, a capacidade antioxidante da curcumina”, afirma a nutricionista ortomolecular Claudia Luz. De acordo com a especialista, essas propriedades ainda garantem ao ativo a capacidade de aliviar a dor e combater doenças reumáticas, como a artrite. “Estudos também sugerem que a cúrcuma pode atuar na prevenção de patologias como o Alzheimer, Parkinson, depressão, esclerose múltipla e doenças autoimunes, que estão associadas a quadros inflamatórios”, aponta a nutricionista.

E os benefícios não param por aí. O ativo também é muito usado por praticantes de exercícios físicos e atletas para potencializar a recuperação dos músculos. “Quando a prática esportiva é intensa, os danos sobre as fibras musculares também são mais significativos. Para evitar que a performance seja prejudicada, são indicadas suplementações que ajudam no processo de restauração muscular. A cúrcuma é muito utilizada nesse contexto, pois diminui o estresse oxidativo nos músculos, acelerando sua recuperação”, explica Félix. De acordo com o nutricionista, o ativo não tem grandes contraindicações, devendo ser evitado apenas na gestação, durante períodos pré-cirúrgicos e em pessoas hipersensíveis ou que usam medicamentos anticoagulantes.

A tal da biodisponibilidade

A biodisponibilidade de um ativo é o percentual de aproveitamento de suas propriedades pelo organismo. E o grande porém da suplementação com curcumina é justamente esse: seu baixo nível de absorção. “Assim como outros polifenóis, ela possui baixa solubilidade em água. Além disso, é instável no pH intestinal e possui rápido metabolismo, sendo conjugada no fígado e eliminada nas fezes”, explica Claudia. “Por esse motivo, muitas vezes a cúrcuma é administrada em associação com a piperina, substância presente na pimenta preta. Essa combinação aumenta a biodisponibilidade da cúrcuma. No entanto, pode causar sensibilidade gastrintestinal, principalmente em pessoas que têm doenças estomacais ou intestinais pré-existentes”, diz Rafael.

A boa notícia é que avanços científicos permitiram o desenvolvimento da cúrcuma altamente biodisponível (Cureit), para contornar o problema. Pode ser consumida em forma de cápsulas, mas conta com uma tecnologia de extração diferente da convencional, a Sandwich Polar Non-Polar (PNS). Esse método preserva a pureza do produto final, aumentando a absorção da dela em até dez vezes. Isso é possível graças à transformação da matriz do açafrão em fibras e proteínas solúveis em água, que facilita a absorção dos nutrientes pelo intestino. “Devido ao maior aproveitamento do ativo pelo organismo, os resultados terapêuticos também tendem a ser maiores. E além de não precisar ser associada à piperina, a cúrcuma altamente biodisponível ainda alcança os efeitos esperados com dosagens bem menores”, destaca Claudia.

Devido ao seu potencial terapêutico elevado, a cúrcuma altamente biodisponível tem sido alvo de diversos estudos clínicos nos últimos anos. Um dos mais recentes, publicado em 2020 pelo Journal of Medicinal Food, analisou a eficácia na suplementação de praticantes de exercícios físicos. O estudo mostrou que o uso oral do ativo reduziu expressivamente a dor muscular tardia, acelerando a recuperação pós-treino sem causar nenhum efeito colateral. “Na modalidade esportiva, fica ainda mais evidente a alta eficácia da cúrcuma extraída por meio da tecnologia PNS. Contudo, não é só na recuperação muscular e no combate de doenças instaladas que a suplementação pode ser usada: com a indicação do médico ou nutricionista, esse tipo de curcumina é uma boa aposta para prevenir diversos males e promover uma vida com mais saúde e vitalidade”, finaliza Claudia.

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