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Brasil A Fiocruz entregará mais 1 milhão e 300 mil doses de vacina contra o coronavírus nesta sexta

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Imunizantes foram entregues ao Ministério da Saúde. (Foto: Leonardo Oliveira/Fiocruz)

A Fiocruz entregará nesta sexta-feira (2), ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), mais 1,3 milhão de doses de vacinas Oxford/AstraZeneca contra a covid-19.

Até o fim de março, a instituição já tinha produzido e entregado ao Ministério da Saúde outros 2,8 milhões de imunizantes. Com a nova remessa, a produção do  Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da fundação terá chegado a 4,1 milhões.

As entregas das vacinas serão semanais. Dependerão da logística de distribuição do Ministério da Saúde e de  protocolos de controle de qualidade. A Fiocruz trabalha para chegar produzir 1 milhão de doses por dia.

Ainda nesta semana, a Fiocruz receberá mais um lote de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). A matéria-prima importada é suficiente para a produção de mais 5,5 milhões de doses da vacina.

Testes em crianças

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, afirmou que um pedido será apresentado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização no Brasil de estudo com crianças da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19.

A vacina da AstraZeneca, que atualmente é envasada pela Fiocruz e posteriormente será totalmente produzida pela fundação, recebeu registro da Anvisa para uso na população acima de 18 anos. Até o momento, nenhuma vacina da covid foi testada no Brasil para uso em crianças e adolescentes.

“Nesse momento deve ter início, deve-se entrar com protocolo para pesquisa no Brasil da vacina que nós estamos produzindo na Fiocruz a partir do acordo com a AstraZeneca, para uso pediátrico. Então, espero que em breve nos tenhamos a aprovação desse estudo”, disse a presidente da Fiocruz em evento online sobre a covid-19 com a presença também de autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Acho que tem que ser de fato um dos focos de atenção ter (a vacina) aprovada para uso pediátrico e em adolescentes também”, acrescentou Nísia, que citou ainda a importância da realização de estudos da vacina em gestantes — outro grupo ainda fora da campanha de imunização contra a doença.

A Universidade de Oxford, que desenvolveu a vacina em parceira com a AstraZeneca, anunciou no mês passado que lançou um estudo para avaliar a segurança e a resposta imune do imunizante em crianças pela primeira vez. A presidente da Fiocruz também afirmou, no evento online realizado pela OMS, que a vacinação brasileira deve avançar em abril, quando alguns Estados conseguirão vacinar toda a população acima de 60 anos, segundo ela.

O Brasil, que enfrenta o pior momento da pandemia de covid-19, com mais de 3 mil mortes por dia em média nos últimos 7 dias, sofre com o ritmo lento da vacinação desde o início em janeiro. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, 18,5 milhões de pessoas foram vacinadas com a primeira dose no País, o equivalente a 8,78% da população brasileira.

Mesmo que a campanha de vacinação melhore de ritmo, autoridades da OMS alertaram que a imunização sozinha não será capaz de conter a pandemia sem que sejam cumpridas medidas de prevenção e controle.

“Há uma falsa sensação de segurança com chegada das vacinas, mas é extremamente importante não baixar a guarda das medidas de controle mesmo com as vacinas disponíveis”, disse Mariângela Simão, diretora-geral-assistente da OMS para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêutico.

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