Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2021
O presidente americano Joe Biden anunciou nesta quinta-feira (8) uma série de medidas de controle contra o que ele classificou como uma “epidemia de violência com armas de fogo” nos Estados Unidos.
“A violência com armas de fogo neste país é uma epidemia. E é uma vergonha internacional”, disse Biden. “É uma epidemia, pelo amor de Deus, e tem que acabar.
Antes de apresentar uma série de ordens executivas, o presidente democrata também classificou a violência armada nos EUA como uma “crise de saúde pública” que onera os cofres públicos em cerca de US$ 280 bilhões anualmente.
Veja algumas das medidas anunciadas:
— aumento de restrições às chamadas “armas fantasmas” e acessórios para armas comuns.
— incentivo aos estados para removerem temporariamente o porte de armas para pessoas que representem riscos a si mesmos ou a outros.
— acompanhamento maior sobre o tráfico de armas de fogo.
— investimento em programas de intervenção dentro de comunidades com altos índices de violência.
Armas fantasmas
As novas medidas incluem planos para que o Departamento de Justiça dificulte o acesso às chamadas “armas fantasmas”, que são montadas em casa e que não podem ser rastreadas devido ao fato de não terem números de série.
Esses tipos de equipamentos são vendidos em uma espécie de kit, com todas as peças separadas – mas que podem facilmente ser montadas, inclusive por crianças, segundo o presidente.
“Qualquer um, de criminoso a terrorista, pode comprar esse kit e, em apenas 30 minutos, montar uma arma”, explicou Biden.
Além disso, a partir de agora, acessórios para armas menores – como um extensor de revólver – também passarão a ser registrados sob a Lei Nacional de Armas de Fogo.
Casos recentes
O presidente vem sendo pressionado por parte de seus aliados democratas para tomar medidas após os recentes tiroteios no Colorado, na Geórgia e na Califórnia.
No fim de março, um criminoso abriu fogo em um supermercado da cidade de Boulder, no Colorado, e deixou 10 mortos. Entre as vítimas, estava um policial.
Uma semana antes, tiroteios em três casas de massagem na área de Atlanta, no estado da Geórgia, deixaram oito mortos, a maioria mulheres asiáticas, o que suscitou um debate sobre racismo e xenofobia nos EUA.
O assassino foi preso enquanto viajava em direção ao estado da Flórida onde, segundo as autoridades americanas, ele planejava realizar uma ação semelhante.
Em 1º de abril, um tiroteio deixou quatro mortos e dois feridos em um prédio comercial ao sul de Los Angeles, na Califórnia. Uma criança foi uma das vítimas.
E nesta quinta, uma pessoa morreu e ao menos quatro ficaram feridas após um tiroteio perto de uma loja de decoração na cidade de Bryan, no Texas, informou a polícia local.
As circunstâncias do tiroteio estão sob investigação. De acordo com a imprensa texana, a polícia suspeita que o criminoso seja um funcionário da empresa onde ocorreu o crime.
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