Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de abril de 2021
O paciente tinha histórico de comorbidades, como doença cardiovascular crônica e diabetes
Foto: ReproduçãoUm estudo descreveu o caso de um paciente que morreu após se infectar duas vezes com diferentes variantes do coronavírus em Campo Bom, no Rio Grande do Sul.
O homem, de 39 anos, se contaminou com a cepa de Manaus no fim de novembro de 2020 e não teve sintomas. Pouco mais de três meses depois, ele contraiu outra variante (P.2), a do Rio. Ele foi intubado e morreu no dia 19 de março.
O paciente tinha histórico de comorbidades, como doença cardiovascular crônica e diabetes. O primeiro caso de reinfecção no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde no dia 9 de dezembro de 2020.
Segundo estudos, a variante P.1 surgiu em Manaus, também em novembro. O artigo científico ainda sugere que o paciente foi um caso isolado de P1, no momento da detecção, já que a variante se disseminou entre o final de janeiro e março no Rio Grande do Sul, o período mais crítico da pandemia.
Pesquisas já indicaram que a mutação identificada originalmente no Amazonas é mais transmissível. O estudo, do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, foi publicado na terça-feira (19), na Research Square e ainda não foi revisado por outros cientistas.
O surgimento de novas linhagens Sars-CoV-2 é uma preocupação mundial. O aparecimento de novas cepas do vírus, segundo cientistas, está relacionado ao aumento das taxas de transmissão em várias regiões do País.
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