Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Porto Alegre Com mais de 30 mil doses, o primeiro lote de vacinas da Pfizer para Porto Alegre chega até terça-feira

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Imunizante será utilizado apenas na Capital, para primeira injeção em idosos e pessoas com comorbidades. (Foto: Giulian Serafim/PMPA)

Na segunda (3) ou terça-feira, o Rio Grande do Sul deve receber o seu primeiro lote de vacinas contra o coronavírus do laboratório norte-americano Pfizer. A remessa tem 32,7 mil doses e, devido à necessidade de conservação a -80ºC, o imunizante será utilizado apenas em Porto Alegre, contemplando com a primeira injeção idosos e pessoas com comorbidades.

A maior diferença desta vacina para as que já estão em uso no Estado (Coronavac e Astrazeneca) é que as doses precisam ser mantidas congeladas na baixíssima temperatura, sendo necessário o uso de ultrafreezers. O seu transporte e armazenamento requer caixas próprias com 31 quilos de gelo seco, onde podem ficar armazenadas por até 30 dias, desde que o gelo seco seja trocado a cada cinco dias.

Na capital gaúcha, as doses ainda poderão ser mantidas por até 14 dias a -20ºC, temperatura atingida por um freezer comum. No momento em que já se encontrarem nos postos de saúde e nas salas de vacina, poderão ser mantidas por até cinco dias em refrigeração entre 2 e 8ºC (geladeira comum). Isso proporciona vida útil de até 49 dias após a retirada do ultrafreezer.

Em um segundo momento, quando da vinda de próximas remessas, elas serão distribuídas para as 18 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), com os mesmos cuidados de refrigeração. De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Ranieri, “este tempo é mais do que suficiente para que as doses sejam distribuídas aos Estados e municípios e que estejam nos postos de saúde e no braço do cidadão”.

A logística do governo do Estado garante uma distribuição rápida das vacinas. Leva cerca de 24 horas a distribuição das remessas, desde o pouso em Porto Alegre, até elas já se encontrarem nas 18 CRS, e de lá, aos 497 municípios gaúchos. Ainda assim, se for necessário o uso de ultrafreezers para aumentar o tempo de vida útil das doses, a Secretaria da Saúde está se articulando junto às universidades gaúchas para montar uma rede de frio adequada.

Saiba mais

Com nome comercial de Comirnaty, elas podem ser aplicadas em pessoas maiores de 16 anos. A eficácia da vacina, de acordo com o produtor, é de 95% para casos leves, moderados e graves.

Uma vez levada às geladeiras comuns ou refrigeradores, elas não poderão ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois).

O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa chamado de “baixo volume morto”, para ter o menor desperdício possível do líquido e os vacinadores conseguirem extrair todas as seis doses de cada frasco.

Para o esquema vacinal completo, serão necessárias duas doses com um intervalo de 21 dias ou mais. A melhor resposta, de acordo com a Pfizer, é com exatos 21 dias, mas, se passar, não há erro vacinal.

Em relação a eventos adversos associadas à aplicação da vacina, são mais comuns reações leves, como dor no local da injeção, dor de cabeça e cansaço, mas sem gravidade.

(Marcello Campos)

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