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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul recebe o seu primeiro lote de vacinas da Pfizer, com quase 33 mil doses

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As doses da AstraZeneca deveriam chegar neste domingo ao Estado, mas o Ministério da Saúde atrasou o envio da remessa

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Cota enviada ao Estado será utilizada apenas em Porto Alegre. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Anunciado desde a semana passada, o primeiro lote de vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer enviado pelo Ministério da Saúde às 27 capitais brasileiras chegou em Porto Alegre na noite desta segunda-feira (3), em um avião procedente de São Paulo. São 32.760 doses que permitirão completar a imunização de idosos e ampliar o serviço para pessoas com comorbidades.

Por questões de logística e conservação, essa primeira remessa será utilizada apenas em Porto Alegre. A maior diferença para as vacinas Coronavac e Oxford é que as ampolas da Pfizer – também administradas em duas injeções – precisam ser mantidas a uma temperatura de -80 ºC, sendo necessário o uso de ultrafreezers.

Outro aspecto a salientar é que o transporte do imunizante requer caixas próprias com mais de 30 quilos de gelo-seco, onde os frascos podem ficar armazenados por até 30 dias, desde que o gelo seja trocado a cada cinco dias.

Na capital gaúcha, as doses poderão ser mantidas por até 14 dias a -20ºC, temperatura proporcionada por um freezer comum. No momento em que já se encontrarem nos postos de saúde ou drive-thrus, poderão permanecer por até cinco dias em refrigeração entre 2ºC e 8ºC (geladeira comum), o que garante vida útil de até 49 dias após a retirada do ultrafreezer.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde adiantou que nas próximas remessas do produto haverá distribuição para as 18 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs), com os mesmos cuidados de refrigeração. Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do órgão, Tani Ranieri, esse tempo é mais que suficiente para ao envio aos Estados e municípios e, daí, “o braço do cidadão”.

No caso de Porto Alegre, a prefeitura utilizará ultracongeladores emprestados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). São cerca de 20 equipamentos com capacidade para 550 litros e que permitem guardar um total de 4 milhões de frascos.

A um custo unitário de R$ 140 mil, os freezers especiais foram oferecidos à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) no começo do ano pela Pró-Reitoria de Pesquisa da instituição e estavam em unidades como Instituto de Ciências da Saúde e a Faculdade de Agronomia.

Características

Com o nome comercial de “Comirnaty”, a vacina da Pfizer pode ser aplicadas em indivíduos a partir de 16 anos. A sua eficácia é de 95% para casos leves, moderados e graves de coronavírus. A informação é do fabricante.

Uma vez levada às geladeiras comuns ou refrigeradores, elas não poderão ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois).

O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa, chamado de “baixo volume morto”, a fim de permitir o menor desperdício possível do líquido e a extração de todas as seis doses contidas em cada frasco.

Em relação a possíveis efeitos adversos associados à aplicação da vacina, os mais comuns são reações leves como dor no local da injeção, dor de cabeça e cansaço, mas sem gravidade.

 

(Marcello Campos)

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