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Geral Veja cinco erros comuns no uso de máscara, como tocar a parte externa

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"Do ponto de vista sanitário, a alteração normativa buscou garantir o melhor interesse das crianças", afirmou a PGE. (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC)

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid na última terça-feira (18), o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo foi alvo de uma série de acusações dos senadores sobre a atuação do Itamaraty no enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Em dado momento, Araújo toca a parte externa da máscara para ajeitá-la, algo comum em tempos de pandemia.

Quem chamou atenção para o lapso foi a infectologista Denise Garrett, ex-integrante do Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute (Washington).

Em sua conta pessoal no Twitter, Garrett repreendeu o ex-ministro e fez um alerta.

“Gente!!! Por favor não façam como o Ernesto Araújo. NÃO TOQUE A PARTE EXTERNA DA MÁSCARA. Se o fizer, use álcool gel ou lave a mão logo após. Essa é a parte contaminada da máscara e você pode se infectar dessa maneira”, disse ela.

“Ajuste bem a máscara antes de sair, moldando o metal sobre seu nariz, para que fique firme na face. Se está frouxa e caindo, não é uma boa máscara. Se precisar ajeitar durante uso, faça-o pelas bordas, os LOCAIS TOCANDO SUA FACE, ONDE NÃO HÁ TROCA DE AR. Nunca pelo centro. E lave as mãos”.

Garrett explica que a máscara que o ex-chanceler estava usando tem várias camadas de materiais que ficam contaminados “enquanto estão filtrando o ar”.

Apesar de convivermos com a pandemia há mais de um ano, esse continua sendo um dos erros mais corriqueiros no uso de máscara.

Como já sabemos, a proteção facial ajuda a evitar a contaminação do Sars-CoV-2, devido à forma como o vírus é transmitido (pequenas gotículas do nariz e da boca), mas para isso precisa ser usada adequadamente.

Além de ajeitar a máscara tocando a parte externa, como fez Araújo, há outros erros comuns no uso do equipamento. Veja alguns a seguir:

1) Máscara com o nariz de fora

Atire a primeira máscara quem nunca viu alguém usando a proteção facial com o nariz de fora.

Nosso nariz é uma das principais portas de entrada para o vírus, portanto, de nada adianta usar proteção facial se ele estiver descoberto.

O uso da máscara deve cobrir nariz e boca, bem ajustada próximo aos olhos.

2) Máscara grande ou pequena demais

A máscara só é eficaz se estiver bem presa ao rosto, sem que o ar consiga escapar de qualquer parte.

Aviso aos usuários de óculos: se eles ficam embaçados quando você usa máscara, então você deve ajustá-la melhor, pois sua proteção facial não está bem acomodada ou seu tamanho é inadequado.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém a indicação de máscaras de tecido, limpas e secas, para a população em geral, enquanto as máscaras cirúrgicas e as N95, PFF2 e equivalentes devem ser usadas “pelos profissionais que prestam assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19 nos serviços de saúde”.

Já alguns países europeus, como a França, passaram a exigir o uso de máscaras profissionais pela população.

Embora as políticas variem, cientistas e estudos apontam que as máscaras N95, PFF2 ou equivalente oferecem um grau maior de proteção e devem ser priorizadas em situações de maior risco.

3) Máscara por período prolongado

As máscaras não podem ficar “úmidas”, e recomenda-se trocá-las a cada duas horas.

Segundo uma pesquisa da Universidade College London (Reino Unido), o Sars-CoV-2 pode permanecer ativo por mais tempo em ambientes umedecidos, como quando espirramos ou falamos demais.

Mas o problema maior é que o material, quando úmido, perde parte de sua utilidade de bloquear agentes infecciosos.

4) Máscara compartilhada

Em hipótese alguma, compartilhe máscaras. O Ministério da Saúde adverte que elas são de uso individual.

A razão é óbvia: se você usa a máscara de uma pessoa infectada pelo coronavírus, seu risco de contrair a doença cresce potencialmente.

5) Máscara já usada guardada em bolsa

Guardou a máscara suja na bolsa? Errou feio.

O vírus tem chance de se espalhar para outros objetos, aumentando o risco de contágio.

Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), “as partículas virais liberadas junto com a saliva podem permanecer flutuando no ar por cerca de 40 minutos e até duas horas e meia. Os vírus que se depositam sobre uma superfície, dependendo das características dessa superfície, podem permanecer viáveis por algumas horas ou até dias”.

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