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Por Redação O Sul | 28 de maio de 2021
O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) deixou para o fim de junho a decisão sobre a filiação a um novo partido. A informação é de fontes que afirmam que o presidente já está negociando a futura filiação.
Bolsonaro foi eleito, em 2018, pelo PSL. Após a eleição, divergências o fizeram deixar o partido e tentar a criação do Aliança pelo Brasil, que fracassou.
O presidente já recebeu convites de já PP e PL. Nos últimos meses, também conversou com nanicos como PRTB, PMB e Patriota. Recentemente, voltou a conversar com o PSL, mas as negociações esfriaram.
Bolsonaro está monitorando vazamentos sobre esse assunto e, nos bastidores, tem sido duro ao dizer que o tema precisa ser tratado em segredo absoluto.
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, se desfiliou do Republicanos. Flávio ingressou no Republicanos no ano passado após deixar o PSL, partido pelo qual se elegeu em 2018 ao Senado.
O senador ainda não tem um novo partido, mas já analisa algumas possibilidades. Flávio pretende seguir os passos do pai, que também se elegeu pelo PSL em 2018 e se desligou da legenda em 2019 após desavenças internas com o presidente da sigla, Luciano Bivar.
“Ele (Flávio) aguarda uma definição do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre qual será a nova sigla a qual eles devem se filiar”, informou a assessoria do senador.
Pressão de aliados
Aliados de Jair Bolsonaro (sem partido) estão pressionando o presidente para que ele decida o quanto antes qual será sua nova legenda para disputar a reeleição em 2022.
A indefinição de Bolsonaro está travando articulações locais de congressistas que pretendem seguir os passos do presidente e se filiar ao mesmo partido que ele. Sob reserva, estes aliados relatam incômodo porque seus adversários largaram na frente nas conversas com foco nas disputas para o próximo ano.
Em colégios eleitorais importantes para Bolsonaro, como o Rio de Janeiro, a oposição já está em conversas avançadas.
No início deste mês, o ex-presidente Lula (PT) esteve em Brasília (DF) e conversou com integrantes do PSOL, PSB e PSD para levar adiante no Estado uma frente ampla anti-bolsonaro.
Nomes como o do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) buscam um novo partido. Ele se encontrou com Lula. Nesta semana, o ex-deputado Jean Wyllys, também do Rio de Janeiro, filiou-se ao PT.
O vereador Carlos Bolsonaro (RJ), outro filho de Bolsonaro, ainda está no Republicanos, partido ligado à Igreja Universal. Como se trata de um cargo majoritário, Flávio não perde o mandato por trocar de legenda, o que já não é possível para vereadores, como Carlos, e deputados, como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
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