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Política Governo muda restrições para a entrada no Brasil de tripulantes estrangeiros de navios

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Seis tripulantes da embarcação ancorada no Estado do Maranhão testaram positivo para a variante indiana do coronavírus. (Foto: Reprodução)

O governo federal alterou portaria sobre restrições à entrada no Brasil de estrangeiros para mitigar a propagação do coronavírus, excluindo trecho que permitia ingresso de tripulantes de navios por via aquaviária, que agora terá que ser por via aérea.

De acordo com nota da Casa Civil, a supressão do artigo não impactará as operações portuárias e marítimas de fluxos de importação e exportação no País, uma vez que as trocas de tripulações podem ocorrer naturalmente, dado que a entrada de estrangeiro está permitida seguindo determinadas condições presente em outro trecho da portaria de 14 de maio.

Conforme os dispositivos do Art. 7º, as restrições não impedem a entrada de estrangeiros no país por via aérea, “desde que obedecidos os requisitos migratórios adequados à sua condição, inclusive o de portar visto de entrada, quando este for exigido pelo ordenamento jurídico brasileiro”.

Variante indiana

Maranhão (seis), Rio de Janeiro (um) e Minas Gerais (um) são os Estados com casos confirmados da nova cepa da covid, a variante B.1.617. São 8 pacientes ao todo.

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Em linhas gerais, tudo indica que esses “aprimoramentos” genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante B.1.617 está sendo classificada como um tipo “digno de preocupação global”.

Por enquanto, ainda há muitas perguntas sem respostas sobre a nova cepa e seu impacto no controle da pandemia.

Até o momento, os cientistas não conseguiram estabelecer a sua real velocidade de transmissão e o quanto as mudanças genéticas contidas nessa linhagem interferem na eficácia das vacinas já disponíveis.

Também não se sabe ao certo se a variante está relacionada a quadros de covid-19 mais graves, que exigem internação e intubação.

Com base nas poucas informações disponíveis, o Grupo Independente de Aconselhamento Científico para Emergências (Indie-Sage), do Reino Unido, montou projeções para entender como a cepa pode influenciar a pandemia por lá.

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