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Mundo Grupo G7 de países ricos anuncia plano para doar 1 bilhão de vacinas contra o coronavírus até o fim do ano que vem

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Colegiado ainda não detalhou quem será beneficiado pela iniciativa. (Foto: EBC)

Colegiado que reúne sete dos países mais ricos, o chamado “G7” pretende doar 1 bilhão de doses de vacinas contra o coronavírus até o final do ano que vem, a fim de erradicar a pandemia. O plano foi anunciado pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson, durante reunião com os demais integrantes do grupo em Carbis Bay (Inglaterra), sem detalhar quem será beneficiado.

“Pedi a meus colegas para ajudar a preparar e distribuir as doses necessárias para imunizar o mundo até o final de 2022”, disse o britânico em entrevista coletiva. “Os líderes estão comprometidos com mais de 1 bilhão de doses”, por meio de financiamento ou do dispositivo de compartilhamento Covax.”

Também estiveram no encontro o presidente norte-americano Joe Biden, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Emmanuel Macron e os primeiros-ministros Mario Draghi (Itália), Justin Trudeau (Canadá) e Yoshihide Suga (Japão).

“Os compromissos totais do G7 desde o início da pandemia preveem um total de mais de 2 bilhões de doses de vacina, com os compromissos desde nosso último encontro em fevereiro de 2021, prevendo 1 bilhão de doses no decorrer do próximo ano”, reitera o documento oficial do evento, divulgado neste domingo (13).

O governo britânico já havia divulgado durante a semana que os países integrantes do G7 anunciariam um plano de compartilhamento, financiamento e ampliação da produção de vacinas contra o coronavírus. Além do Reino Unido, integram o bloco Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos.

Questionamento

O plano de doação de vacinas pelo G7, porém, foi questionado por analistas internacionais, que vem na medida um impacto limitado. Isso porque inclui algumas promessas já anunciadas anteriormente. Foi o que apontou, por exemplo, o jornal britânico “The Guardian”:

“A promessa não representa recursos inteiramente novos, e a doação está aquém dos 5 a 6 bilhões de doses necessárias para as nações mais pobres. Além disso, o plano não aborda lacunas de distribuição que poderiam dificultar a entrega das doses”.

Especialistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, fizeram uma ressalva: “Ainda assim, o plano deve proporcionar algum alívio ao sistema global de compra de vacinas”, ponderou uma das fontes.

O anúncio feito na quinta-feira (10) pelos Estados Unidos, de doar 500 milhões de doses da vacina Pfizer-Biontech, por exemplo, faz parte dessa promessa do G7. Muitas das doses prometidas serão distribuídas por meio do Covax, o sistema global de compra de vacinas apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Covax

Mesmo ao minimizar os impactos, especialistas consideram que a decisão representa um impulso necessário ao Covax, que até agora distribuiu apenas 83 milhões de doses em todo o mundo. E o consórcio tem lutado para garantir entregas, já que as nações ricas reservam injeções suficientes para vacinar suas próprias populações múltiplas vezes.

“Isso vai resgatar a Covax de sua situação terível agora, então é um passo muito significativo”, declarou o diretor do Centro de Política de Saúde Global do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, Stephen Morrison.

A promessa de 100 milhões de doses do Reino Unido é “inteiramente nova”, de acordo com um porta-voz. Mas o compromisso de 100 milhões de doses da União Europeia foi prometido durante uma cúpula em maio, e o compromisso dos EUA substitui parcialmente as promessas anteriores de financiar diretamente o Covax.

Os EUA já doaram US$ 2 bilhões para o Covax, de acordo com um funcionário da Casa Branca. Em fevereiro, o governo Biden prometeu mais US$ 2 bilhões. Mas os US $ 2 bilhões adicionais vão agora financiar a compra das doses da Pfizer, junto com US $ 1,5 bilhão em fundos adicionais, de acordo com o funcionário.

Mesmo se as doses forem adquiridas e enviadas, elas correm o risco de sobrecarregar a infraestrutura de distribuição limitada dos países em desenvolvimento, especialmente se muitas forem entregues juntas no final deste ano, destaca o “Guardian”.

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