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Brasil Grávida de 42 anos é a primeira vítima confirmada da variante delta no Brasil

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Mulher morreu no dia 18 de abril

Foto: José Fernando Oura/AEN
Mulher morreu no dia 18 de abril. (Foto: José Fernando Oura/AEN)

Uma mulher grávida, que veio do Japão para Apucarana, no norte do Paraná, é a primeira paciente que morreu com diagnóstico da variante delta, identificada na Índia e que também é conhecida pela sequencia B.1.617. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde.

A gestante, que tinha 42 anos, fez a coleta do RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 antes de embarcar para o Brasil, e o resultado foi negativo para a doença. Dois dias depois de chegar ao país, no dia 7 de abril, ela começou a apresentar sintomas respiratórios, fez um novo exame e o resultado deu positivo.

No dia 15 de abril, oito dias após a confirmação do diagnóstico, a mulher foi internada. Devido ao agravamento dos sintomas, no dia 18 de abril, ela passou por uma cesariana de emergência, ela não resistiu e morreu logo depois do procedimento cirúrgico.

O recém-nascido, prematuro de 28 semanas, ficou internado até o dia 18 de junho e teve o resultado do exame negativo para a infecção da Covid-19. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) informou que o bebê está saudável e continua sendo acompanhado pelo município. Os outros integrantes da família da gestante estão bem.

A identificação do caso foi realizada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2, realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Contato com o primeiro caso

Segundo a Sesa, a gestante era amiga próxima da filha da idosa de 71 anos que foi a primeira confirmação da variante indiana no Paraná. A filha confirmou que visitou a gestante no dia 7 de abril.

Conforme a Sesa, a mulher que visitou a grávida também teve Covid-19, mas fez teste de antígeno (farmácia), e não foi possível realizar análise genética. Após esse contato, além da idosa, o marido e o filho também tiveram Covid-19. O filho do casal, de 58 anos, não resistiu e morreu por complicações da doença no dia 17 de maio.

Apesar disso, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Apucarana, 22 pessoas da família da idosa testaram positivo para a Covid-19. A Sesa disse que fez a análise genética em dois familiares e aguarda o resultado. Estas pessoas também permanecem sob vigilância do município.

Monitoramento de cepas

Desde o início da pandemia, a Sesa disse que o Paraná enviou 926 amostras de SARS-CoV-2 para sequenciamento genômico. Destes, 600 foram sequenciadas e 326 permanecem em análise. No caso da variante indiana, a diretora técnica do Lacen, Irina Riediger, a equipe passou a selecionar amostras que foram colhidas do dia 11 de maio até o dia 7 de junho.

“Chegamos a 103 amostras que foram enviadas a Fiocruz. Destas, uma já tinha sido vista pelo sistema. As outras 102 temos resultado de 50 e aguardamos resultado das outras”.

Segundo Irina, a equipe trabalha com 234 amostras, 67 com resultados. “Duas são da variante delta (indiana) e as outras da variante alpha, conhecida como P1. As outras 167 amostras ficam pendente de resultado”.

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