Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2021
A brasileira Fernanda Borges, classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio no lançamento de disco, foi suspensa por doping nesta quinta-feira (1º). O caso veio a público no dia da convocação da Seleção Brasileira para o evento no Japão, e o nome dela estava na lista da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
A substância proibida detectada no corpo de Fernanda é o Ostarine, da classe de agentes anabolizantes, proibido segundo as regras da Agência Mundial Antidoping (Wada). A atleta contratou o advogado Marcelo Franklin, especialista em doping, para tentar comprovar ter sido vítima de contaminação cruzada.
O resultado de Fernanda foi divulgado pela AIU (Athletics Integrity Unit), órgão independente que cuida do combate ao doping no atletismo. O exame que detectou o resultado analítico adverso foi realizado no dia 21 de maio deste ano.
Fernanda obteve o índice olímpico durante uma competição em Chula Vista, nos Estados Unidos, no mês de abril, quando alcançou a marca de 64,21m. Depois disso, ela foi suspensa provisoriamente.
A CBAt informou que a atleta “está suspensa até que o caso seja definido com a punição julgada e definida”.
A atleta foi medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Ela havia levado o bronze, mas herdou o segundo lugar da compatriota Andressa Morais, que testou positivo para uma substância do tipo SARM.
Outros casos
Em maio, o principal nome do levantamento de peso feminino do Brasil, Nathasha Rosa foi suspensa por doping e ficou fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Número 16 no ranking mundial na categoria até 49kg, ela foi flagrada com substância proibida em exame antidoping surpresa conduzido pela Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF, na sigla em inglês).
O caso já é o terceiro na elite do esporte olímpico brasileiro neste primeiro semestre de 2021, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio. No começo de abril, Flávia Figueiredo, do boxe, foi suspensa pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). No fim do mês. André Calvelo, vencedor dos 100m livre na Seletiva Olímpica da natação, foi tirado da competição depois de revelado exame positivo para um anabolizante. Todos os três são militares.
Nathasha Rosa, de 25 anos, era a brasileira com mais chances de se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio no levantamento de peso entre as mulheres.
Na ocasião, a Agência Internacional de Testagem (ITA), órgão privado que tem atuado no combate ao doping contratado por federações internacionais, explicou que a brasileira testou positivo para dois diuréticos durante exame surpresa conduzido em 31 de março.
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