Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
O depoimento de Ricardo Barros estava, inicialmente, previsto para esta quinta-feira
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosO vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou na terça-feira (06) que a comissão marcou para o dia 20 deste mês o depoimento do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara.
Randolfe deu a informação após ter participado de uma reunião com outros integrantes da CPI, entre os quais o presidente, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Em depoimento à CPI, em 25 de junho, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disseram ter informado ao presidente Jair Bolsonaro as suspeitas envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia.
Ainda no depoimento, Luis Miranda disse que, ao ouvir o relato, Bolsonaro citou o nome de Ricardo Barros. O parlamentar chefiou o Ministério da Saúde no governo Michel Temer (2016-2018). Desde então, o líder do governo na Câmara tem negado envolvimento em irregularidades, afirmando que não há “dados concretos” ou “acusações objetivas” contra ele.
O depoimento de Ricardo Barros estava, inicialmente, previsto para esta quinta-feira (8). Entretanto, o grupo majoritário da CPI decidiu adiar o comparecimento do líder governista a fim de reunir mais elementos para o interrogatório. Barros, no entanto, chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal a fim de garantir o depoimento no dia 8.
Na semana passada, o STF (Supremo Tribunal Federal) atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizou um inquérito para apurar se Bolsonaro prevaricou no caso Covaxin. Isto é, se foi avisado sobre as irregularidades e não acionou os órgãos de investigação.
O governo já apresentou diferentes versões sobre o assunto. Bolsonaro, por exemplo, diz que se reuniu com Luis Miranda, mas que não foi avisado das suspeitas. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, no entanto, diz que foi acionado por Bolsonaro e que a pasta não encontrou irregularidades.
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