Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Organização Mundial da Saúde acusa China de não fornecer dados sobre origens do coronavírus

Compartilhe esta notícia:

Tedros Adhanom disse que as investigações sobre as origens da pandemia de covid-19 na China estão sendo prejudicadas pela falta de dados brutos sobre os primeiros dias da disseminação do vírus no local. (Foto: Divulgação/OMS)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que as investigações sobre as origens da pandemia de covid-19 na China estão sendo prejudicadas pela falta de dados brutos sobre os primeiros dias da disseminação do vírus no local e pediu ao país asiático para ser mais transparente.

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan, na província de Hubei, com pesquisadores chineses e disse em um relatório conjunto publicado em março que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal.

Essa equipe disse que “a introdução por meio de um incidente de laboratório foi considerada um caminho extremamente improvável”, mas países como os Estados Unidos e alguns cientistas não ficaram satisfeitos.

“Pedimos à China que seja transparente e aberta, e que coopere”, disse Adhanom, em coletiva de imprensa na semana passada. “Devemos isso aos milhões que sofreram e aos milhões que morreram para saber o que aconteceu”, enfatizou.

A China tem classificado a teoria de que o vírus pode ter escapado de um laboratório de Wuhan como “absurda” e disse repetidamente que “politizar” a questão dificulta as investigações.

Adhanom informará aos 194 Estados-membros da OMS sobre uma proposta de segunda fase do estudo, disse o especialista em emergências da entidade Mike Ryan. “Esperamos trabalhar com nossos parceiros chineses nesse processo e o diretor-geral definirá medidas aos Estados-membros em uma reunião em breve”, disse Ryan.

Reincidente

Esta foi a segunda declaração do chefe da OMS sobre problemas com dados repassados pela China sobre o covid-19. Em março, Adhanom havia pedido uma nova investigação sobre a hipótese de uma fuga do vírus da Covid-19 de um laboratório na China e criticou a falta de acesso dos especialistas aos dados.

Embora os cientistas, que investigaram a origem do vírus na China em janeiro e fevereiro, estimem que essa possibilidade seja a menos provável, “isso requer mais pesquisas, provavelmente com novas missões com especialistas especializados, que estou disposto a implantar”, assegurou na época.

União Europeia lamenta atraso

A União Européia (UE) descreveu como “útil” a divulgação do estudo sobre a origem do coronavírus, embora tenha julgado que “mais trabalho” ainda será necessário para entender a situação. “Embora lamentemos que o estudo tenha demorado tanto para começar, o envio tardio de especialistas e a disponibilidade limitada de amostras e informações, consideramos que o estudo realizado até agora é um primeiro passo útil”, afirmou a UE em um comunicado. De acordo com o documento, a saúde global é “uma responsabilidade comum de todos os membros da OMS”.

“Cada falha ou atraso no compartilhamento de informações de saúde pública pode ter um impacto adverso em nível global, e pedimos a todos os países membros que continuem compartilhando informações com a OMS assim que estiverem disponíveis.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Deputado federal Daniel Silveira diz em depoimento à Polícia Federal que um cachorro roeu o carregador da tornozeleira eletrônica que ele é obrigado pela Justiça a usar
CPI cria núcleos temáticos para acelerar análise de documentos durante o recesso
Pode te interessar