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Brasil Ministro da Saúde Marcelo Queiroga diz ser contra o uso obrigatório de máscara; estudos apontam eficácia da medida no combate ao coronavírus

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Segundo o ministro, o uso do item deve se dar por meio da conscientização da sociedade. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que é contra o uso obrigatório de máscaras como forma de controlar a pandemia da covid-19. Segundo o ministro, o uso do item deve se dar por meio da conscientização da sociedade, e não por meio de multas. A declaração foi dada em entrevista ao canal Terça Livre nesta quarta-feira (18).

“Primeiro, nós somos contra essa obrigatoriedade [do uso de máscaras]. O Brasil tem muitas leis, e as pessoas, infelizmente, não observam. O uso de máscaras tem de ser um ato de conscientização. O benefício é de todos e o compromisso é de cada um”, argumentou Queiroga.

O ministro disse também que não se pode “criar uma indústria da multa”. “Não tem sentido essa multas, não se pode criar uma ‘indústria de multa’. Se está precisando fazer isso, é porque nós não estamos sendo eficientes em conscientizar a população”, explicou.

Durante coletiva à imprensa nesta quarta, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o uso da máscara segue obrigatório no Estado até, pelo menos, dia 31 de dezembro.

Mesmo com os indicadores mais favoráveis, a OMS (Organização Mundial da Sáude) afirma que a dispensa dos cuidados básicos só deve acontecer quando não houver mais transmissão comunitária da doença, o que não depende exclusivamente da vacinação.

Terceira dose

O ministro disse ainda nesta quarta que a terceira dose da vacina contra o coronavírus no Brasil será aplicada, inicialmente, em idosos e profissionais da saúde.

Entretanto, ele não informou quando a dose de reforço começará e afirmou que mais dados científicos são necessários. “Estamos planejando para que, no momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos os imunizantes. Para isso, nós precisamos de dados científicos, não vamos fazer isso baseado em opinião de especialista”, explicou o ministro.

Ele lembrou que o Ministério da Saúde já encomendou um estudo para verificar a estratégia de terceira dose em pessoas que tomaram a CoronaVac. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também autorizou estudos de terceira dose das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca no Brasil.

“Sabemos que os idosos têm um sistema imunológico comprometido e por isso eles são mais vulneráveis. Pessoas que tomaram duas doses da vacina podem adoecer com a covid, inclusive ter formas graves da doença. Mas se compararmos os que vacinaram com duas doses e aqueles que não vacinaram, o benefício da vacina é inconteste”, disse Queiroga.

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