Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de agosto de 2021
O juiz Francisco Codevila, da 15ª Vara Federal de Brasília, anulou a decisão tomada pela presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), que, em 7 de julho, determinou a prisão em flagrante do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde. Com isso, o juiz também determinou que Roberto tenha de volta os R$ 1.100 que pagou na época como fiança.
Omar avaliou que Roberto mentiu em seu depoimento à CPI. O ex-diretor do Ministério da Saúde ficou cinco horas nas dependências da Polícia Legislativa do Senado, tendo sido solto após o pagamento da fiança. O juiz deu um prazo de cinco dias para que o valor seja devolvido a uma conta da Caixa Econômica ligada à Justiça Federal.
Em nota, o advogado Marcelo Sedlmayer, que defende Roberto Dias, comemorou a decisão: “O Judiciário não iria fechar os olhos e tolerar os excessos de ilegalidade e abusos de autoridade que vêm sendo praticado pelo Presidente da CPI. Portanto, não haveria outro caminho, finalmente foi decretada a nulidade da prisão e um basta aos poderes daquela Comissão.”
Com a decisão na Justiça Federal, a defesa apresentou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) anunciando que estava desistindo do habeas corpus que havia apresentado na Corte.
Áudios
Omar Aziz deu voz de prisão para o ex-diretor após virem à tona, em reportagem da CNN, áudios que desmentiam a versão de Dias sobre encontro com o cabo da Polícia Militar Luis Paulo Dominghetti, em restaurante em Brasília.
Dias foi acusado por Dominghetti, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply e negociava a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. Segundo o vendedor, Dias cobrava um dólar por dose de vacina vendida ao ministério.
Dias foi solto após cinco horas detido na Polícia Legislativa do Senado Federal após pagar fiança de R$ 1,1 mil para ser solto. Segundo o presidente da CPI, Dias mentiu sobre o encontro com Dominghetti, em um restaurante em Brasília, onde ele teria feito o pedido de propina. As informações são do jornal O Globo.
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ué…. Não houve crime por parte do meliante OMAR??
“Senador Omar Aziz (PSD-AM), que, em 7 de julho, determinou a prisão em flagrante do ex-diretor”