Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2021
Presidente mantém-se inflexível e alega que o caos seria inevitável na saída de país ocupado por duas décadas
Foto: ReproduçãoO presidente Joe Biden tentou persuadir o público americano e seus aliados internacionais de que a retirada das tropas americanas do Afeganistão não foi precipitada e inevitavelmente resultaria nas cenas caóticas como as testemunhadas durante a semana no aeroporto de Cabul.
No segundo discurso em três dias, Biden se mostrou convincente até a página 2. Ao admitir que cogita postergar o prazo final de 31 de agosto para a saída dos militares, ele deixou explícito que a execução da retirada de americanos e de afegãos ameaçados pelo Talibã não foi planejada e ordenada, como deseja fazer crer.
Prova disso é que o governo americano ativou no domingo a Frota Aérea da Reserva Civil, determinando que 18 voos comerciais ajudem na empreitada de realocar milhares de americanos e aliados afegãos e suas famílias. O presidente comemorou o fato de 28 mil pessoas terem sido retiradas do Afeganistão desde o dia 14 – 11 mil em apenas 30 horas.
Mas ainda é cedo para assegurar que nenhum americano ou afegão vulnerável ficará para trás, como ele insiste em repetir. A realidade caótica em Cabul e a sensação de abandono de quem colaborou com os EUA nas últimas duas décadas contradizem qualquer garantia que Biden possa dar.
“Não há como evacuar tantas pessoas sem dor, perdas e sem as imagens de partir o coração a que assistimos na TV”, argumentou o presidente, para responder às críticas de que lhe faltou empatia com os milhares de afegãos na rota de fuga do país pelo aeroporto de Cabul.
A atabalhoada saída do Afeganistão, 20 anos ocupado por forças americanas e agora sob o jugo do Talibã, custa caro à imagem de Biden. Pela primeira vez desde a posse, sua popularidade cai a menos de 50%.
Uma pesquisa divulgada no domingo (22) pela rede CBS confirmou a avaliação negativa dos americanos à sua execução: 74% dos entrevistados desaprovam a forma como a retirada das tropas foi feita, seguida pela humilhante vitória do Talibã e pelo pesadelo retratado no aeroporto da capital.
Combalido pelos números, criticado por partidários e cobrado por aliados europeus, o presidente, no entanto, não se dá por vencido e mantém-se inflexível em sua decisão: passou da hora de sair de uma guerra “que perdeu o sentido” com a morte de Osama Bin Laden, há mais de dez anos.
Ainda que a maioria dos americanos respaldem a saída do Afeganistão, Biden não deveria ter tanta certeza de que a História o julgará com gentileza sobre o fim da guerra mais longeva dos EUA.
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Bidem, um perfeito imbecil, esquerdolóide boçal.
DESDE DE SEMPRE OS EUA SÓ ENTRAM EM GUERRAS QUANDO ALGUM BEM MATERIAL LHES CONVÊM, E NÃO O INTERESSE HUMANITÁRIO, NÃO ESTOU DEFENDENDO O BIDEN, MAS QUEM COMEÇOU A RETIRADA DAS TROPAS FOI O DONALD TRUMP
Que benefício trouxe para os afegãos a permanência por 20 anos de militares estadunidenses no Afeganistão? Queriam “ocidentalizar” a população ou explorar e apropriar-se das riquezas do Afeganistão? Eles tem sua cultura e modo de vida, que realmente para o Ocidente é deplorável, mas cabe ao povo afegão lutar pela mudança de “statuo quo” se acharem conveniente, pois, se em 20 anos em que estavam respaldados por tropas americanas não conseguiram ou não quiseram debelar o talibã, agora, infelizmente, talvez, passarão a enfrentar a China, que está “de olho” nas riquezas do Afeganistão.
Está dado o alerta, é aliado deles? Pode ser descartado quando der na telha