Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Brasil tem déficit em transações correntes de mais de 1 bilhão e meio de dólares em julho

Compartilhe esta notícia:

O déficit em transações correntes em 12 meses passou a 1,30% do PIB, frente a 1,26% no acumulado até junho. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 1,584 bilhão de dólares em julho, interrompendo três meses de resultados superavitários, em um dado influenciado pelo aumento das remessas de lucros e dividendos para fora, divulgou o BC (Banco Central) nesta quarta-feira (25).

Com isso, o déficit em transações correntes em 12 meses passou a 1,30% do PIB, frente a 1,26% no acumulado até junho.

O resultado de julho veio pior que a expectativa de analistas em pesquisa da Reuters, de um déficit de 650 milhões de dólares, ficando também mais alto que o déficit de 646 milhões de dólares obtido em julho do ano passado. Já os investimentos diretos no país somaram 6,103 bilhões de dólares no mês, acima da projeção de analistas de 4,45 bilhões de dólares.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a diferença no resultado na comparação interanual se deve ao crescimento das importações de bens e serviços, das despesas com lucros e dividendos (transações de empresas estrangeiras no país que remetem lucros ao exterior) e na conta de serviços. “Isso representa maior demanda doméstica por bens e serviços do exterior e mais lucratividade das empresas estrangeiras instaladas no Brasil. Todos esses fatores são consistentes com o crescimento da atividade econômica”, disse Rocha.

Para agosto, o BC previu superávit em transações correntes de 1,1 bilhão de dólares e IDP de 5,8 bilhões de dólares.

No acumulado de janeiro a julho, o déficit das transações correntes é de 8,320 bilhões de dólares, abaixo dos 13,907 bilhões de dólares de igual etapa de 2020. Para o consolidado do ano, a expectativa do BC é de um resultado superavitário em 3 bilhões de dólares.

Em julho, o rombo na conta de renda primária subiu 26,3% sobre igual período de 2020, a 6,769 bilhões de dólares. A alta foi influenciada principalmente pelo avanço das despesas líquidas de lucros e dividendos, que são associadas aos investimentos direto e em carteira e que somaram 3,125 bilhões de dólares, frente a 1,702 bilhão de dólares um ano antes.

Enquanto isso, o superávit da balança comercial caiu ligeiramente a 6,271 bilhões de dólares, contra 6,537 bilhões de dólares em julho do ano passado.

Já o déficit na conta de serviços caiu 34,0%, a 1,338 bilhão de dólares.

Dentro dessa linha, as despesas líquidas com viagens internacionais subiram a 229 milhões de dólares, contra apenas 127 milhões de dólares em julho de 2020. Por outro lado, as despesas líquidas de aluguel de equipamentos sofreram queda de 48,4% na mesma base de comparação, a 609 milhões de dólares, afetadas, segundo o BC, pela nacionalização de equipamentos no âmbito do Repetro. As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Brasil.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Mais um trecho do corredor da avenida João Pessoa, em Porto Alegre, é liberado para a circulação de ônibus
A seis dias da retirada americana, cresce desespero de afegãos que querem sair do país
Pode te interessar