Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2021
Os países europeus encerraram no último sábado (28) os voos para retirar civis do Afeganistão. No mesmo dia, o último voo britânico para a retirada de civis decolou de Cabul. Outros ainda partiram, levando diplomatas e militares.
O chefe das Forças Armadas Britânicas, general Nick Carter, disse que sente o coração partido por não ter podido carregar mais refugiados. Afirmou que centenas de pessoas qualificadas para receberem asilo no Reino Unido vão permanecer no Afeganistão.
Um jornalista afegão ia embarcar no último avião italiano, mas morreu no atentado terrorista de quinta-feira (26). Ali Reza Ahmad estava sendo esperado em Roma, onde iria começar uma vida nova. O avião pousou na capital italiana sem ele, mas com 58 afegãos, além de militares e diplomatas.
O representante civil da Aliança Militar do Ocidente, Stefano Pontecorvo, que também desembarcou em Roma, declarou que a Itália não abandonou os que ficaram para trás, e que fez tudo o que pôde para retirar o máximo de pessoas.
A Itália é o país da União Europeia que retirou o maior número de refugiados do Afeganistão: foram mais de 5 mil. Entre eles, quase 1,5 mil crianças. Agora, pretende continuar o trabalho de acolhida para tentar oferecer a todos um recomeço digno.
Separações dolorosas, mas também reencontros cheios de alegria. Como o de Shakiba. Há 12 anos vivendo na França, a jovem afegã pôs a família em contato com militares franceses que conseguiram retirar os parentes dela em segurança.
O Itamaraty afirma que um brasileiro foi resgatado em um voo organizado pela Espanha e a Alemanha. Ele chegou a Madri na última sexta-feira (27) junto com parentes que não têm nacionalidade brasileira.
O Itamaraty disse que outros quatro brasileiros permanecem no Afeganistão, e que trabalha para a retirada do único que pediu auxílio para sair do país.
Estados Unidos
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão na fase final da retirada de Cabul, no Afeganistão. Neste domingo (29), havia cerca de 1.000 civis no aeroporto Hamid Karzaida. Depois da saída dessas pessoas, os próprios militares vão deixar o país e, então, o Talibã vai passar a dominar o aeroporto.
Cerca de 113,5 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão pelos Estados Unidos e aliados nas últimas duas semanas. No entanto, estima-se que dezenas de milhares que também poderiam ter viajado ficaram para trás.
Além disso, os talibãs bloquearam as estradas que levam ao aeroporto e permitem apenas a passagem de ônibus autorizados.
O presidente Joe Biden tem afirmado que vai manter o calendário de retirada, que prevê o fim da operação nesta terça-feira (31). Há cerca de 4 mil soldados em Cabul.
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