Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2021
A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira (01) o advogado e dono de uma rede de televisão Marcos Tolentino. Ele é apontado como “sócio oculto” do FIB Bank – empresa que ofereceu uma carta-fiança de R$ 80,7 milhões em um contrato firmado entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a compra da vacina Covaxin.
Na noite desta terça-feira (31), a defesa de Tolentino obteve no STF (Supremo Tribunal Federal) decisão da ministra Cármen Lúcia que permite a ele se recusar a responder a perguntas que eventualmente possam incriminá-lo.
Marcos Tolentino será ouvido no âmbito das apurações sobre as empresas intermediárias em contratos de vacinas. A carta-fiança do FIB Bank fazia parte do processo de aquisição da Covaxin, que previa 20 milhões de doses a um valor de R$ 1,6 bilhão, mas foi cancelado por suspeita de irregularidades – nenhuma dose foi entregue.
A comissão tem informações que demonstram inconsistências na capacidade financeira do FIB Bank e na composição do quadro societário da empresa. Senadores veem indícios de que duas empresas sócias do FIB Bank e ligadas a Tolentino eram as verdadeiras operadoras da garantidora – apontam, por exemplo, que as empresas estão registradas no mesmo endereço do escritório do advogado.
A comissão também já identificou quase R$ 2 milhões em transferências a uma companhia que pertence à família de Tolentino. De acordo com o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o advogado aparece em diversos contratos e interfaces com a Justiça como representante, procurador ou administrador do FIB Bank e de outras empresas ligadas à garantidora.
Marcos Tolentino é amigo de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, e, segundo senadores, chegou a acompanhar o deputado durante seu depoimento à CPI, em julho.
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O que nosso povo quer desta CPI ? que a PF prenta todos este julgadores piliticos…um bando de safado..
Minha surpresa sobre este assunto é perceber que o Jornal O Sul continua dando voz a esta palhaçada. Uma verdadeira ficção, estrelada por verdadeiros vilões e salteadores.
Segue a CPI a caça de alguma coisa que justifique tamanho absurdo em insistir tanto com um único objetivo: incriminar Bolsonaro, sem nada conseguir, até aqui. Triste momento.
Negar o óbvio é justamente o que você, Ondina, faz todos os dias de sua vida, mesmo sendo bem inteligente.