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Esporte Procurador da Venezuela pede prisão de jornalista por tuíte obsceno contra mulher de Messi

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Antonella Roccuzzo com o atleta, durante viagem em julho. (Foto: Reprodução/Instagram)

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, pediu a prisão e indiciamento de um repórter esportivo por “violência simbólica e promoção do ódio”, depois que o jornalista retuitou e comentou um cântico obsceno contra a mulher do jogador argentino Lionel Messi, 34 anos. O atleta estava em Caracas para o jogo da Argentina contra a Venezuela, nesta quinta-feira (3), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar-2022.

Saab usou o próprio Twitter para anunciar que pediu o indiciamento e prisão do jornalista: “Designado Tribunal 94 Nacional para solicitar ordem de prisão e indiciamento de Fernando Petrocelli pelos crimes de violência simbólica e promoção do ódio por discriminação de gênero contra a cidadã Antonella Roccuzzo, 33 anos, mulher de Lionel Messi”.

O procurador incluiu na publicação uma captura de tela de um retuíte feito pelo comentarista esportivo venezuelano, que mora na Argentina, de uma mensagem que pedia “cantos picantes” contra a seleção alviceleste. Petrocelli retuitou com uma “sugestão” de mudança aos cânticos de cunho sexual contra a mulher de Messi.

Rapidamente, centenas de pessoas criticaram Petrocelli. O jornalista de 37 anos apagou a mensagem e pediu desculpas antes da ordem de prisão solicitada pelo procurador.

“Lamento profundamente que meu comentário de ontem tenha ofendido as mulheres, que sempre respeito a todo momento. Apresento minhas desculpas mais sinceras. Minha referência eram as músicas de campo que existem na Argentina. Me equivoquei. Não era minha intenção ofendê-las”, escreveu.

As autoridades venezuelanas já prenderam pessoas por comentários nas redes sociais, normalmente quando são críticas ao governo do presidente Nicolás Maduro ou seus parentes. As informações são da agência de notícias AFP.

Falta dura

O camisa 10 argentino também foi alvo dentro de campo no duelo contra a Venezuela, vencido pela Argentina por 3 a 1. Ele sofreu uma entrada violenta do zagueiro Adrián Martínez, aos 28 minutos do primeiro tempo e o árbitro uruguaio Leodán González deu vantagem ao ataque argentino, mandando o jogo prosseguir.

Quando o lance enfim parou, ele mostrou cartão amarelo a Adrián Martínez. Logo na sequência, porém, foi chamado a observar o lance no VAR e decidiu pela expulsão do defensor, que atua profissionalmente em seu país, no Deportivo La Guaira e havia entrado no jogo quatro minutos antes, substituindo o lesionado Velázquez.

Mesmo após a falta, Messi seguiu em campo. Já os donos da casa, com um jogador a menos, o treinador Leonardo González sacrificou o atacante Eric Ramírez e colocou mais um zagueiro em campo, Villanueva.

O lance causou comoção na imprensa argentina. Em seu site, por exemplo, o diário “Olé” publicou como manchete: “A falta criminosa que podia ter quebrado Messi”. De fato, por muito pouco o craque recém-contratado pelo Paris-Saint German não teve a perna fraturada.

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