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Geral Ministro Alexandre de Moraes manda Polícia Federal ouvir ex-estagiária de Lewandowski, infiltrada no Supremo

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Ex-estagiária de gabinete do ministro foi apontada como informante do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. (Foto: Caio de Benedetto/USP Imagens)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou à PF (Polícia Federal) que colha o depoimento de Tatiana Garcia Bressan, ex-estagiária do gabinete do ministro Ricardo Lewandowski, apontada como informante do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

O depoimento será tomado no âmbito do inquérito das fake news, que investiga o blogueiro. Além disso, Allan dos Santos é alvo de inquérito sobre o financiamento de atos antidemocráticos a favor do presidente Jair Bolsonaro.

O jornal Folha de S.Paulo revelou nesta quarta-feira (6) que Tatiana, que foi estagiária de Lewandowski de julho de 2017 a janeiro de 2019, trocava mensagens com Allan dos Santos e aceitou o pedido dele para ser “nossa informante lá [no STF]”. As mensagens foram obtidas pela PF a partir da quebra do sigilo telefônico do blogueiro.

Tatiana buscou o bolsonarista demonstrando ter interesse em trabalhar na equipe da deputada Bia Kicis (PSL-DF). Nas mensagens, ela opinou que Lewandowski iria soltar o ex-presidente Lula, pois havia se tornado prevento para julgar as questões relativas à execução penal do petista.

A ex-estagiária também disse que os ministros do STF “decidem o que querem e como querem”. “Algumas decisões são modificadas porque alguém importante liga para o ministro”, declarou Tatiana, citando o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas. Ela ainda revelou que tinha um perfil falso no Twitter, no qual divulgava apoio a Jair Bolsonaro e pedia a saída do ministro Gilmar Mendes.

Lewandowski disse à colunista da Folha Mônica Bergamo que “é lamentável que a Suprema Corte tenha sido infiltrada por uma pessoa sem compromisso com ética pública e a democracia”.

O gabinete do ministro Lewandowski também afirmou, em nota à Folha, que todas as decisões proferidas por ele “têm fundamentação constitucional e a eventual modificação delas ocorre por meio de recursos cabíveis, apresentados nos autos e julgados individual ou coletivamente”.

De acordo com a nota, “Lewandowski atende os telefonemas institucionais, principalmente vindos de autoridades da República”. “Na época mencionada, o general Villas Bôas era comandante do Exército Brasileiro.” As informações são da Revista Consultor Jurídico.

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