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Mundo Joe Biden rejeita proposta de Donald Trump de reter documentação sobre a invasão do Capitólio

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Comitê do Congresso americano investiga a invasão de 6 de janeiro ao Capitólio. (Foto: Reprodução/YouTube)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, rejeitou na sexta-feira (8) uma proposta do antecessor Donald Trump de reter documentos de um comitê do Congresso que investiga a invasão de 6 de janeiro ao Capitólio.

Trump sugeriu que o privilégio executivo, que permite que um presidente mantenha a confidencialidade de certas comunicações, fosse acionado para impedir que os Arquivos Nacionais dos EUA entregassem documentos relacionados ao ataque de 6 de janeiro ao comitê.

Especialistas jurídicos estão divididos sobre se isso se aplica a um ex-presidente, e Biden se recusou a acionar a medida em nome de Trump.

A secretária de imprensa de Biden, Jen Psaki, disse que a Casa Branca está “cooperando com as investigações em andamento” e “determinou que uma afirmação de privilégio executivo para o primeiro conjunto de documentos não se justifica”.

Daqui para frente, Biden “avaliará casos de privilégio caso a caso”, mas acredita que é “de extrema importância para o Congresso e o povo americano ter um entendimento completo dos eventos daquele dia para evitar que voltem a acontecer.”

O comitê que investiga o ataque ao Capitólio emitiu um pedido de registros em agosto relacionado à tentativa dos apoiadores de Trump de bloquear a certificação no Congresso da vitória eleitoral de Biden em novembro.

Entre os registros e documentos solicitados estão comunicações de Trump, membros de sua família, seus principais assessores, seus advogados e dezenas de outros ex-membros de sua administração.

O comitê também emitiu intimações a quatro ex-conselheiros de Trump: Mark Meadows, Kash Patel, Dan Scavino e Steve Bannon.

O site Politico e o jornal The Washington Post relataram na quinta-feira que Trump pediu a seus quatro ex-assessores para que não cooperem com a investigação.

O congressista Bennie Thompson, presidente do comitê, disse nesta sexta que Meadows, ex-chefe de gabinete de Trump, e Patel, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, estavam “comprometidos com o comitê seleto”.

Mas Bannon, um ex-conselheiro político próximo de Trump, “indicou que tentará se esconder atrás de referências vagas aos privilégios do ex-presidente”, disse Thompson.

“O Comitê Seleto espera plenamente que todas essas testemunhas cumpram as exigências de documentos e depoimentos”, continuou.

“Não permitiremos que nenhuma testemunha desafie uma intimação ou tente esgotar o tempo, e consideraremos rapidamente o encaminhamento de um processo criminal por desacato ao Congresso”, concluiu Thompson.

A declaração da comissão não menciona Scavino. De acordo com a imprensa americana, o comitê não foi capaz de localizá-lo para lhe entregar uma intimação.

Até o momento, o órgão parlamentar realizou apenas uma audiência, no dia 27 de julho, quando quatro policiais do Capitólio e de Washington testemunharam sobre a defesa do Senado e da Câmara dos Representantes no dia 6 de janeiro.

Trump tem consistentemente se recusado a reconhecer sua derrota para Biden e continua a fazer afirmações infundadas de que ele ganhou a eleição presidencial.

O magnata do mercado imobiliário foi indiciado em janeiro pela Câmara, controlada pelos democratas, por incitar a insurreição, mas foi absolvido pelo Senado. As informações são da agência de notícias AFP.

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