Sexta-feira, 04 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2015
Com a troca no comando do Ministério da Saúde, que passou a ser chefiado pelo PMDB, o PT teve o seu espaço reduzido nos cargos de segundo escalão da pasta desde o final da semana passada. Mesmo antes de assumir o cargo, Marcelo Castro já negociava a substituição de petistas por indicados do PMDB, sobretudo que fizeram parte da administração do ex-peemedebista José Gomes Temporão, que assumiu a pasta no segundo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quarta-feira, o novo ministro exonerou a sanitarista Ana Paula Menezes, ligada ao PT de Pernambuco, da secretaria-executiva. Em seu lugar, nomeou o também sanitarista José Agenor da Silva, indicado pelo PMDB de Minas Gerais. Na semana passada, o ministro exonerou também da Secretaria de Atenção à Saúde, responsável por projetos de acesso à saúde, Lumena Furtado, que foi secretária na gestão petista em Mauá (SP).
Para o seu lugar, ele convidou o médico Alberto Beltrame, que ocupou o posto na administração do PMDB à frente da pasta. Os dois cargos eram chefiados por nomes de confiança do ex-ministro Arthur Chioro, petista ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída do PT do comando do ministério incomodou líderes petistas, que criticaram a concessão da pasta ao PMDB pelo modelo de “porteira fechada”. Pela fórmula, o titular do ministério indica os ocupantes de toda a estrutura. Castro afirma que “esse é um governo de coalizão” e que sua equipe não será “exclusivamente” do PMDB.
Hospital Conceição
O GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre, está na mira do PMDB gaúcho. De acordo com informações, peemedebistas ligados ao deputado Osmar Terra e ao ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, estão em tratativas para definir novos nomes para o GHC.
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