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Economia Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada reduz projeções para altas do PIB de 2021 e de 2022

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Para 2023, a mediana variou de 1,43% para 1,30%, de 1,50% há quatro semanas. (Foto: Reprodução)

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todas as riquezas produzidas no País, foi revista para baixo pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Os dados divulgados nesta quarta-feira (22) passam a estimativa de PIB de 4,8%, no trimestre terminado em setembro, para 4,5%. Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%.

De acordo com a análise trimestral da economia brasileira, feita no documento Visão Geral da Conjuntura, a redução levou em conta os indicadores de atividade econômica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do terceiro trimestre e de outubro, que foram abaixo do esperado.

Os impactos negativos de outubro devem ser atenuados pelos indicadores mensais de novembro. A expectativa do Ipea é que os dados consolidados do mês passado apresentem crescimento de 0,6% na produção industrial; de 0,4% no faturamento real dos serviços; e de 0,3% nas vendas do comércio varejista. Já as vendas do comércio no conceito ampliado, incluindo veículos e materiais de construção, devem ter queda de 0,7% no mês.

Os três principais setores da economia tiveram o crescimento revisto pelo Ipea. A indústria deve crescer 4,9% em 2021 e os serviços 4,5%. Já a agropecuária teve a projeção de crescimento de 1,2% revista para uma queda de 1,2% este ano, justificada pelos problemas climáticos que afetaram a safra e pela piora do desempenho na produção de bovinos, além da forte revisão do crescimento do setor em 2020 nos dados das Contas Nacionais do IBGE.

Cenário para 2022

Para o próximo ano, a projeção do Ipea para o crescimento do PIB foi revista de 1,8% na divulgação anterior para 1,1%. A alteração foi influenciada pela alta da inflação, que impactou o poder de compra das famílias, além do aperto na política monetária decorrente da inflação e da alta dos juros no mercado de crédito, o que pode gerar consequências negativas para a atividade econômica em 2022.

Por outro lado, o instituto indicou que o Auxílio Brasil e a recuperação na população ocupada podem influenciar positivamente a demanda, além de um esperado aumento dos investimentos em infraestrutura. Em 2022 deve ocorrer uma recuperação da agropecuária, com previsão de crescimento de 2,8%, e os serviços estão com alta prevista de 1,3%.

Porém, o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, alertou que ainda há muita incerteza com relação à pandemia de covid-19, que influencia a economia.

“Estamos prevendo que a economia vai crescer no ano que vem, porém, o grau de incerteza aumentou significativamente em função de fatores como a rápida disseminação mundial da nova variante da covid-19 e as possíveis mudanças de política monetária nos países desenvolvidos”, justificou.

O Ipea destaca, ainda, que a inflação têm caracterizado a economia mundial, com os fortes aumentos nos preços de commodities refletindo nos preços ao consumidor de diversos países.

Inflação

O Ipea também reviu as previsões para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 passou de 9,8% em novembro para 10,0% em dezembro. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve aumento na taxa projetada de 10,1% para 10,2%.

Para o próximo ano, as projeções do Ipea foram mantidas em 4,9% para o IPCA e em 4,6% para o INPC, baseadas na estimativa de acomodação dos preços do petróleo e das demais commodities, além da menor probabilidade de efeitos climáticos intensos e da projeção de um aumento da safra. As informações são da Agência Brasil.

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