Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de outubro de 2015
Uma dona de casa japonesa padrão gasta, em média, um ano da sua vida dobrando roupas. A partir de 2017, as famílias com renda suficiente para desembolsar 10 mil dólares (quase 40 mil reais) poderão comprar uma máquina capaz de substituir essa tarefa doméstica. Uma parceria entre Panasonic Corporation, Seven Dreamers e Daiwa House apresentou o Laundroid, o primeiro robô capaz de entregar a roupa pronta para ser guardada no armário. A demonstração ocorreu durante a principal feira de tecnologia do Japão, a Ceatec.
Ainda escondido dentro de um painel que o resguardou do olhar da concorrência, o robô dobrou e passou uma camiseta básica de malha. Foi uma única demonstração, mas Shin Sakane, presidente da Seven Dreamers, anunciou que a máquina já é capaz de reconhecer 40 diferentes peças de vestuário. “O mais difícil foi ensinar a reconhecer qual roupa dobrar de determinada maneira”, contou o executivo. Foram quase 10 anos de pesquisa.
O desenvolvimento dessa máquina consumiu uma ínfima parte do que a Panasonic gasta, no mundo, com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. No ano fiscal de 2015 (encerrado em 31 de março no Japão), 6% da receita mundial de 7,7 trilhões de ienes foram gastos em P&D no mundo, percentual que tem se mantido constante.
A presença da Panasonic na feira revela os desafios e as escolhas tecnológicas da companhia. Filas se formavam no seu estande para conhecer a casa integrada, na qual equipamentos e câmaras atendem à voz do morador. Outra atração é um espelho que pode informar a quem se colocar na sua frente como estão sua pressão e batimento cardíaco. Ele pode ainda sugerir uma maquiagem ou um novo visual de barba ou bigode.
Ao mesmo tempo, nos estandes vizinhos, a japonesa Sharp e a chinesa Boe ofereciam televisores ou displays com tecnologia de 8K (uma sigla que traduz a densidade total de pixels da imagem), enquanto a última geração da Panasonic ainda traz resolução 4K.
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