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Rio Grande do Sul Fiergs afirma que o aumento da taxa básica de juros é responsável diante da inflação e do cenário externo

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A entidade ressaltou, porém, que esse aumento causa um pouco de preocupação

Foto: Reprodução
A entidade ressaltou, porém, que esse aumento causa um pouco de preocupação. (Foto: Reprodução)

O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Gilberto Porcello Petry, disse que o aumento de 1,5 ponto percentual na taxa Selic, para 10,75% ano, definido na quarta-feira (02) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, ocorreu porque o cenário doméstico mostrou-se com uma inflação mais disseminada.

“O início de 2022 foi marcado pela persistência da inflação, que tem corroído o poder de compra das famílias e as margens das empresas. No entanto, alguns fatores internos e externos podem desenhar um cenário ainda mais desafiador para o ano corrente. Pelo lado doméstico, os preços dos insumos agrícolas e industriais poderão seguir pressionados, impactando os custos da produção e os preços para os consumidores”, destacou Petry.

O presidente da Fiergs ressaltou, porém, que esse aumento causa um pouco de preocupação, “pois a elevação dos juros bancários torna mais alto o custo do capital de giro, necessário às indústrias”.

Conforme o dirigente, aliado aos problemas domésticos, há o cenário externo, com o Banco Central dos Estados Unidos adotando um tom mais duro em sua comunicação sobre a condução da política monetária. Somado a isso, a crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia abre possibilidades para novos choques de inflação “importada”, ressaltou Petry.

“O Banco Central age de maneira responsável no combate à pressão sobre os preços, para que o ciclo de alta tenha um menor custo em termos de atividade e emprego”, concluiu.

Fecomércio-RS

O presidente da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul), Luiz Carlos Bohn, também comentou o aumento da Selic.

“Sem surpresas, o Copom aumentou em mais 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros, levando a Selic para 10,75% ao ano. Com isso, voltamos a ter a Selic em dois dígitos e vamos ver os juros subir mais, mesmo que em menor intensidade, conforme indicou a autoridade monetária. Esse é o remédio duro, mas necessário, para uma inflação de controle difícil em um contexto em que a incerteza quanto ao arcabouço fiscal pesa nos riscos de desancoragem das expectativas de inflação. Temos sempre reiterado que defendemos uma política fiscal responsável porque sabemos que esse é o caminho para taxas de juros estruturalmente mais baixas”, declarou.

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