Quarta-feira, 08 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Desmatamento na Amazônia cresce quase 57% nos últimos 3 anos, diz Ipam

Compartilhe esta notícia:

Dados do Inpe mostram aumento no desmatamento na Amazônia em outubro de 2021 em comparação com o ano passado. Área destruída é recorde para o mês desde o início da série histórica, em 2016.

Foto: Reprodução
Países europeus usaram avanço do desmatamento no Brasil para travar acordo. (Foto: Agência Brasil)

A destruição de áreas de floresta na Amazônia continua apresentando índices alarmantes. No período de agosto de 2018 a julho de 2021, o desmatamento no bioma aumentou 56,6% em relação ao mesmo período em anos anteriores. O Pará segue como o Estado que possui as áreas mais críticas de desmatamento desde 2017. O levantamento foi feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), publicado na última quarta-feira (2).

Para o Ipam, o avanço do desmatamento na Amazônia ficou mais evidente a partir de 2018, por meio do enfraquecimento de órgãos de fiscalização do governo federal, falta de punição a crimes ambientais e redução significativa de ações imediatas de combate e controle de atividades ilegais na região.

De acordo com a pesquisa, mais da metade (51%) do desmatamento dos últimos três anos ocorreu em terras públicas. 83% foi em áreas de domínio federal. Parte da devastação se concentra no entorno de duas rodovias federais que atravessam o norte de Mato Grosso e o oeste do Pará.

Dos territórios afetados, as chamadas Florestas Públicas Não Destinadas foram as mais atingidas, considerando a proporção territorial, com alta de 85% na área desmatada, passando de 1.743 km² derrubados anualmente para mais de 3.228 km².

No último ano, essa categoria de floresta pública concentrou um terço de todo o desmatamento no bioma, explicam os pesquisadores.

Em Terras Indígenas (TIs), houve alta de 153%, em média, no desmatamento, o que equivale a uma área de 1.255 km². No mesmo período em anos anteriores, a área era de 496 km². Já o desmatamento em unidades de conservação (UCs) teve aumento proporcional de 63,7%, com 3.595 km² derrubados no último triênio contra 2.195 km² nos três anos anteriores.

“Estamos subindo degraus rápido demais quanto à destruição da Amazônia. Quando olhamos para os números dos últimos três anos, fica claro o retrocesso daquilo que o Brasil foi um dia. Seguimos um caminho totalmente oposto às atitudes que o planeta precisa, com urgência, neste momento”, declara Ane Alencar, diretora de ciência no Ipam e principal autora do estudo.

O estudo alerta que a tendência é que o desmatamento cresça ainda mais caso sejam aprovados projetos de lei que estão em discussão no Congresso e que defendem a regularização de áreas desmatadas e atividade de exploração mineral em Terras Indígenas.

O Ipam recomenda que sejam elaboradas estratégias regionais robustas integradas aos planos estaduais de prevenção e controle do desmatamento. Além disso, os pesquisadores reforçam que é preciso priorizar as investigações sobre crimes ambientais.

Sobre a situação do Pará, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), informa que 70% das áreas Estado são de responsabilidade do governo federal e que, em territórios de competência estadual, foram realizadas operações de combate ao avanço do desmatamento.

O Ministério do Meio Ambiente(MMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria Especial de Comunicação Social do Planalto foram procurados, mas não retornaram.

Leia abaixo a nota na íntegra

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informa que 70% das áreas do Pará são de responsabilidade do Governo Federal. O governo do Pará realizou em 2021 quase 50 operações ambientais em apoio ao Ibama e ICMBio.

Em áreas de sua responsabilidade, foram 19 ações da Operação Amazônia Viva, que reúne Polícias Civil, Militar e Científica, além do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade. Resultados da ação: redução nos índices de desmatamento nas áreas estaduais em 7 dos 12 meses de 2021. Foram 273.488,23 hectares de áreas embargadas; apreensão de 10.079,70 m³ de madeira em tora, 1.935,76m³ de madeira serrada; 6.521 unidades de estaca; 355 motosserras; 130 tratores/carregadeiras/escavadeiras; além da inutilização de 50 tratores/carregadeiras/escavadeiras, 141 Armas de fogo e 660 munições; 229 acampamentos destruídos e 62 garimpos ilegais interditados.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vanderlei Ochoa
5 de fevereiro de 2022 10:32

Parabéns aos eleitores do mito: desmatamento, fome miséria, desemprego. O que mais esse governo fez?

Vanderlei Ochoa
5 de fevereiro de 2022 12:15

Viva o morão, o homem que cuida da AMAZÔNIA. Vai cuidar do Brasil???? ……e detalhe, …………Continuem falando mal do Lula e do PT, mas jamais vão conseguir tirar o seu legado. Nos governos petistas, foram criados centenas de programas sociais. Prouni, minha casa minha vida, mais médicos, luz para todos, 20 milhões de novos empregos com carteira assinada, salário mínimo de 300 dólares e subindo acima da inflação a cada ano, Pt dobrou a safra agrícola e as exportações, povo se alimentando melhor, gasolina a R$ 2,80, Gas de cozinha a 35 reais, distribuição de renda, etc etc etc…..CONTINUEM FALANDO… Leia mais »

Jogos de Inverno têm cerimônia rápida e simples no mesmo palco de Pequim-2008
Bolsonaro assina reajuste de 33,24% no piso dos professores
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x