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Geral Bolsonaro comemora redução de invasões de terra: “Tirei dinheiro de ONG do MST”

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A AGU argumenta que o chefe do Executivo 'não detém poderes de polícia em território internacional' (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou a redução de invasões de terra no campo, atribuindo isso ao corte de repasses financeiros ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ele também citou outras medidas adotadas pelo governo, como a liberação do porte de arma em toda a fazenda, e não apenas na sede.

“Tirei dinheiro de ONG do MST. Não tem mais MST. O número de invasões é menos de dez por ano. Resolvido rapidamente”, disse Bolsonaro em conversa com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, acrescentando em seguida:

“Demos o porte de arma para o fazendeiro. Estamos criando mais de mil CACs [sigla pela qual são conhecidos os colecionadores, atiradores e caçadores, que foram beneficiados por medidas que flexibilizaram a compra e porte de armas e munições] por dia. Sempre defendi o povo de bem armado.”

Destacou também que reduziu em mais 80% as multas aplicadas no campo e que deu dignidade a quem era “escravizado” pelo MST ao conceder título de posse a assentados. Ainda segundo ele, o governo também acabou com gargalos no transporte de produtos do campo para os portos.

Um apoiador reclamou da retirada de pessoas que moravam numa área em que foi demarcada terra indígena no passado, no que Bolsonaro interrompeu: “No meu governo, nenhuma terra indígena foi demarcada. Já temos 14% demarcados no Brasil.”

Urnas eletrônicas

Depois de lançar no ar um enigma sobre algo que acontecerá para “nos salvar” nos próximos dias, Bolsonaro voltou à carga sobre a confiabilidade do voto por urnas eletrônicas no País. Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, na quinta-feira (10), Bolsonaro disse que as Forças Armadas identificaram “dezenas de vulnerabilidades” no sistema de votação e cobrou uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nosso pessoal do Exército, da guerra cibernética, buscou o TSE e começou a levantar possíveis vulnerabilidades. Foram levantadas várias, dezenas de vulnerabilidades. Foi oficiado o TSE para que pudesse responder às Forças Armadas. Passou o prazo e ficou um silêncio. O prazo de 30 dias se esgotou no dia de hoje. Isso está nas mãos do ministro Braga Netto (Defesa) para tratar desse assunto. E ele está tratando disso e vai entrar em contato com o presidente do TSE. E as Forças Armadas vão analisar e dar uma resposta”, afirmou o presidente na live.

Bolsonaro disse que no Brasil “todo mundo quer” eleições auditáveis, com contagem pública de votos, assuntos já superados pelos legisladores. Afirmou também que a eleição tem de ser resolvida “em dois turnos”, porque “não pode terminar e ter dúvida”.

“O que queremos são eleições limpas, transparentes, que possam ser auditadas. É o mínimo que se espera do processo eleitoral. Porque ninguém acredita em pesquisa. Não vai ser uma ou outra pessoa que vai dizer que vai ser como ela quer, que não deve satisfação”, insistiu o presidente. As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

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