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Política Hamilton Mourão diz que deve deixar o PRTB e se filiar ao Republicanos para disputar uma cadeira no Senado pelo Rio Grande do Sul

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Documento já reúne mais de 600 mil assinaturas e deve ser lido em evento no dia 11 de agosto em São Paulo. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta terça-feira (15) que está “praticamente” decidido que se filiará ao Republicanos para disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul.

Mourão atualmente está filiado ao PRTB, partido pelo qual concorreu ao cargo de vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro em 2018.

O Republicanos é um dos partidos do chamado “Centrão”, agrupamento de deputados que dá apoio ao governo Bolsonaro na Câmara.

O vice-presidente deu as declarações após se reunir com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP). O encontro com Pereira ocorreu na Vice-Presidência, no Palácio do Planalto, e durou cerca de meia hora. O deputado não falou com a imprensa.

“Conversamos aí sobre a minha candidatura no Rio Grande do Sul. Alinhavando aí as nossas percepções e a probabilidade de eu me juntar ao partido dele”, afirmou Mourão.

Questionado se a decisão já estava tomada, o vice respondeu: “Praticamente sim”. Segundo Mourão, o Republicanos espera o “momento” para anunciar a filiação.

Mourão também negociava o ingresso no PP, do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, Ciro Nogueira. Na segunda-feira (14), Mourão disse que discutia somente com os dois partidos, ambos da base do governo Bolsonaro.

Vice de Bolsonaro em 2022

Ao longo de três anos de governo, a relação entre o presidente e Mourão foi marcada por críticas de Bolsonaro, que, entre outras discordâncias, considera que o vice fala demais nas entrevistas.

O presidente chegou a dizer que Mourão “por vezes atrapalha”, mas “tem que aturar”. Por outro lado, Bolsonaro confiou a Mourão o comando do Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão que coordena a atuação do governo na área.

Bolsonaro ainda não definiu quem será o vice na campanha pela reeleição. Um dos nomes cotados é o do atual ministro da Defesa, o também general Walter Braga Netto.

Há também uma articulação para que o presidente opte por um nome político, como a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está licenciada do mandato de deputada federal. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.

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