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Brasil Expectativa do mercado financeiro para a economia e para a inflação volta a piorar

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Indicador foi divulgado nessa terça-feira pela FGV. (Foto: Reprodução)

As expectativas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira e para o comportamento da inflação neste ano e em 2016 voltaram a piorar, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo BC (Banco Central). Para o PIB (Produto Interno Bruto), o mercado financeiro passou a prever uma retração de 3,02%. Foi a 15ª revisão para baixo consecutiva do indicador. Até então, a expectativa era de uma contração um pouco menor neste ano, de 3%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990, quando foi registrada uma queda de 4,35%.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,22% para 1,43% a expectativa de contração na economia do País. Essa foi a terceira queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano. Se a estimativa se concretizar, será a primeira vez que o País registrará dois anos seguidos de contração na economia.

Mais inflação

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também passou a estimar mais inflação para este ano e para 2016. Para 2015, a expectativa dos economistas é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial, feche o ano em 9,85% – na semana anterior, a taxa esperada era de 9,75%. Se confirmada, a estimativa representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002, quando somou 12,53%. Essa foi a sexta alta seguida no indicador.

Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada. Para 2016, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 6,12% para 6,22%.

Juros

Além disso, após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% na semana passada, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos da Selic em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 12,75% para 13% ao ano – o que pressupõe reduções da taxa ao longo do ano que vem.

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