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Esporte Confederação Brasileira de Futebol quer vender avião, helicóptero e carro de luxo

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O presidente da CBF espera economizar R$ 13 milhões anuais.

Foto: Agência Brasil
Projeto está com o jurídico e deve ser apresentado até setembro. (Foto: Agência Brasil)

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, convocou para a próxima terça-feira (24), uma Assembleia Geral Extraordinária – formada pelas 27 federações estaduais de futebol – com o objetivo de obter autorização para vender um avião, um helicóptero, um carro de luxo e um imóvel que pertencem à confederação.

A venda desses ativos foi uma promessa de campanha de Ednaldo Rodrigues, eleito em 23 de março presidente da CBF por um período de quatro anos. Ele foi candidato único na eleição. O dirigente diz que pretende usar o valor arrecadado para investir em estrutura – centros de treinamento, iluminação, entre outros.

O avião é um Cessna 680 Citation Sovereign (prefixo PP-AAD) ano 2009, com capacidade para nove passageiros. No ano passado, o então presidente Rogério Caboclo chegou a encontrar um comprador disposto a pagar US$ 6,5 milhões pela aeronave. O negócio não chegou a ser concluído.

“O helicóptero eu nunca vi, não sei quem usa, não sei nem de que cor é. Mas sei que dá despesa para a CBF”, disse Ednaldo Rodrigues antes de ser eleito.

Segundo o edital de convocação publicado no site da CBF, trata-se de um Augusta A109S, ano 2010, de quatro lugares, avaliado em US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) em sites especializados.

A CBF também quer se livrar um carro Mercedes-Benz E 500, blindado, ano 2009. De acordo com a tabela Fipe, o automóvel vale R$ 162 mil. Além disso, a entidade pretende vender duas salas comerciais num prédio no Centro do Rio de Janeiro.

Mais do que o valor arrecadado com as vendas, o presidente da CBF espera economizar R$ 13 milhões anuais – valor que era gasto com a manutenção do avião e do helicóptero.

Direitos de transmissão

A concorrência dos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo a partir de 2023 está atrasada. De acordo com agências de notícias, a CBF parou as negociações por causa da saída de Eduardo Zebini do cargo de secretário-geral da entidade. O recente pleito para nomear um novo presidente da CBF também fez o processo empacar.

Zebini pretendia dividir os direitos de transmissão da Copa do Brasil. Ou seja, tirar a exclusividade de todos os jogos da Globo.

Interessadas no produto, Globo e SBT estão incomodadas com a falta de conversa e cobram uma velocidade maior e regras claras imediatas para a negociação.

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