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Mundo Santander busca 4 bilhões de reais com imóveis retomados de devedores e agências fechadas

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Novo indicador de atividade acende sinal amarelo, no momento em que autoridade monetária discute corte da Selic. (Foto: Reprodução)

O Santander Brasil está transformando em limonada os “limões” que recebe. O banco criou uma empresa de investimentos imobiliários a partir de ativos que passaram para suas mãos como efeito colateral de outras atividades.

Metade do estoque é formado por agências desativadas por causa de cortes de custos ou de menor demanda, já que as pessoas estão mais habituadas a usar serviços no aplicativo do celular. O banco também tem reconfigurado a rede física, formada em grande parte por agências herdadas de Banespa e Real.

A outra metade do estoque tem os imóveis recebidos como garantia de dívidas não pagas, como casas e apartamentos (a grande maioria), além de terrenos, galpões e áreas rurais. O Santander retomou 700 imóveis de dívidas em 2021, menos de 1% da base de crédito imobiliário no ano passado.

Normalmente esses imóveis são vendidos por meio de leilões, com desconto em relação ao valor de mercado. Mas o Santander Brasil enxergou a possibilidade de extrair mais valor desses ativos. Foi aí que criou a SHI, três anos atrás. Até o momento, os projetos somam 16 mil apartamentos em produção, que devem movimentar R$ 4 bilhões em valor geral de vendas.

À frente da SHI está o diretor de crédito imobiliário, Sandro Gamba, ex-CEO da Gafisa. O seu time tem 15 profissionais com experiência na área de desenvolvimento de projetos imobiliários. A SHI atua como sócia das incorporadoras, cedendo os terrenos para as obras os as edificações que serão reformadas. O banco também oferece financiamento à produção. A incorporadora é quem ergue e comercializa o novo empreendimento.

Alguns desses projetos têm, inclusive, espaço na área comercial para instalar uma nova agência. Nos últimos anos, o Santander Brasil tem buscado expandir sua presença física no interior do País. A região Centro-Oeste, por exemplo, é um dos focos, dada a pujança do agronegócio.

Para o próximo ciclo há outras 10 mil unidades em fase de estudos com incorporadoras residenciais e comerciais. A SHI não tem prazo determinado para o lançamento, que dependerá das condições do mercado.

Banco digital N26

O banco digital N26 vai abrir as portas para mais 10 mil clientes brasileiros a partir desta semana. A fintech de origem alemã, com 7 milhões de clientes no mundo, opera no País em fase de testes, atualmente com 2 mil usuários, e uma fila de espera que supera os 200 mil. A estreia oficial deve acontecer neste ano, mas não há uma data definida. O N26 vai oferecer crédito, mas também uma plataforma de “cuidado financeiro”, para que os clientes aprendam a lidar com as próprias finanças.

O N26 anunciou o desembarque no Brasil em 2019 e conseguiu licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) junto ao Banco Central em 2020, em plena pandemia. A estreia foi postergada, entretanto, diante dos ajustes nos produtos. A filial brasileira está construindo tudo do zero para estrear.

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