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Esporte Ex-presidente da CBF é extraditado para os Estados Unidos

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José Maria Marin é acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em um esquema de corrupção. (Foto: wagner Meier/Estadão Conteúdo)

O governo da Suíça informou que o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi extraditado nesta terça-feira (3) para os Estados Unidos.

Em uma breve nota, o Departamento de Justiça da Suíça disse que dois policiais americanos o levaram escoltado em um voo de Zurique para Nova York.

Não foram divulgados detalhes sobre o voo, mas como a maioria deles sai pela manhã da Suíça, o ex-dirigente já deve estar em solo americano. Pelas regras do FBI, ele seria transportado algemado e viajaria em assento da classe econômica.

Marin, de 83 anos, estava preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Foi detido com outros seis cartolas em uma operação na véspera do congresso da Fifa.

O cartola concordou na semana passada em ser transferido para o território americano. Com isso, segundo o governo suíço, o processo de extradição foi acelerado. Segundo as autoridades suíças, Marin é acusado de receber “milhões de dólares de propina” de um esquema ligado a desvios de dinheiro de vendas de direitos de transmissão de torneios da Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023, além da Copa do Brasil entre 2013 e 2022. “Ele teria dividido esses subornos com outros dirigentes de futebol”, afirma o governo suíço.

Advogados negociam com as autoridades americanas uma espécie de prisão domiciliar, mediante a fiança, enquanto o brasileiro responde às acusações. Por ter imóvel na cidade americana, ele teria o mesmo benefício dado ao ex-presidente da Concacaf Jeffrey Webb, que aceitou ser transferido para os EUA em julho.A fiança pode chegar a pelo menos US$ 7 milhões.

A expectativa é que Marin seja levado inicialmente a uma prisão em Nova York antes de selar o acordo para prisão domiciliar. Pelos procedimentos judiciais americanos, ele deve ser interrogado por um juiz antes de finalizar os termos para responder ao processo fora da cadeia.

O governo suíço já havia aprovado a extradição de outros cinco cartolas presos na mesma operação: o costarriquenho Eduardo Li, o venezuelano Rafael Esquivel, o britânico Costas Takkas, o uruguaio Eugenio Figueiredo e o nicaraguense Julio Rocha.

O escândalo levou à renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no dia 2 de junho e à convocação de novas eleições na entidade em fevereiro de 2016. Suspeito de envolvimento na investigação conduzida pelos americanos, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tem evitado deixar o Brasil, temendo ser alvo de um pedido de prisão no exterior.

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