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Política Polícia Rodoviária Federal diz que rodovias federais tiveram 5 bloqueios e 10 interdições em pelo menos 3 Estados na terça

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Grupos ocupam rodovias ilegalmente desde 30 de outubro, após anúncio do resultado das eleições. (Foto: PRF/Divulgação)

A manhã desta terça-feira (8) começou com 10 interdições em rodovias federais. As informações foram divulgadas em balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a corporação, além das interdições, houve cinco bloqueios: quatro em Mato Grosso e um no Paraná. Segundo a PRF, 1.070 manifestações já foram desfeitas.

Dados do boletim da PRF, divulgado posteriormente, apontavam três interdições em três Estados (Mato Grosso, Pará e Rondônia).

Os números desta terça apontam pequena redução de ocorrências em rodovias. No balanço divulgado pela PRF na noite de segunda (7), o País contava com nove interdições. O levantamento também apontava sete bloqueios em rodovias federais: seis em Mato Grosso e um no Paraná.

Manifestações

Desde a noite de 30 de outubro, data do 2º turno das eleições, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) impediram o tráfego em diversas rodovias pelo Brasil em protesto contra o resultado das eleições. Naquele dia, Bolsonaro foi derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na noite de quarta-feira (2), em pronunciamento por vídeo, o presidente Bolsonaro pediu que os manifestantes desobstruíssem as vias.

No início do movimento, os bloqueios chegaram a atingir 25 Estados mais o Distrito Federal, além das interdições. Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), do início da semana, determinou que os manifestantes fossem retirados das vias, mas houve resistência das polícias em algumas unidades da Federação.

O próprio presidente Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo aos apoiadores o fim dos bloqueios, porém, sem questionar o motivo dessas ações, que são realizadas para contestar o resultado da eleição e pedir uma intervenção militar. Parte dos manifestantes está adotando nova estratégia: protestar em frente a unidades que representam as Forças Armadas.

Investigação

O Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Polícia Federal (PF) investigue possíveis crimes cometidos pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Segundo o ofício, o inquérito deve apurar blitz realizadas pela corporação durante o segundo turno das eleições e omissão em relação aos bloqueios em rodovias.

O MPF diz que, se comprovada omissão do diretor da PRF sobre o bloqueio nas vias federais, o caso pode ser considerado prevaricação. Além disso, Silvinei Vasques – que declarou apoio a Bolsonaro na eleição – pode responder por “crimes praticados por invasores de rodovias”.

A prevaricação está configurada quando o funcionário público retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou age contra regra expressa em lei, “para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. A pena é de detenção de três meses a um ano, e multa.

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