Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de novembro de 2015
A Nasa (agência espacial americana) divulgou evidências de que tempestades solares podem ter “arrancado” a atmosfera de Marte. Os cientistas acreditam que o planeta vermelho já teve uma atmosfera tão densa quanto a Terra – ou até mais densa –, o que criava condições para um ambiente mais quente que o atual, com água líquida em abundância. Isso permitiu a criação de vales escavados por rios, por exemplo.
Atualmente, no entanto, sua atmosfera é mais rarefeita que a nossa e os pesquisadores querem entender como ocorreu essa mudança.
Dados da sonda americana Maven mostram que quando tempestades solares bombardeiam a atmosfera marciana de partículas, ela perde volumes até 20 vezes mais rápido do que o normal.
Quando há uma erupção solar, a Terra também recebe os ventos do Sol, mas eles são canalizados para os polos graças ao campo magnético do nosso planeta, ocasionando as auroras austrais e boreais. Marte não tem um campo equivalente, e a Maven observou que auroras ocorrem de forma difusa em várias áreas no céu do astro.
Ao verificar que os ventos solares aumentam muito a velocidade de perda de atmosfera de Marte, os cientistas levantaram a possibilidade de que, no passado, quando o Sol era mais jovem e mais ativo, esse ritmo de “dilapidação” pode ter sido muito mais acelerado.
Maven chegou, em setembro de 2014, à órbita de Marte, após uma viagem de dez meses e ao custo de 671 milhões de dólares. O aparelho entrou em uma órbita elíptica definitiva de quatro horas, que permitiu realizar observações de todas as latitudes e camadas da atmosfera superior, com altitude variável de 150 quilômetros a 6 mil quilômetros. A Maven tem oito instrumentos, entre eles um espectrômetro de massas para determinar as estruturas moleculares dos gases atmosféricos, e um sensor SWEA (Solar Wind Electron Analyzer), que analisa o vento.
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