Quinta-feira, 11 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Vice-presidente eleito diz que Lula vai indicar grupo para as Forças Armadas com civis e militares

Compartilhe esta notícia:

"Estamos amadurecendo propostas, cumprir o programa de governo estabelecido e ter bons nomes para sua formação", disse Alckmin. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador-geral do gabinete de transição de governo, afirmou nesta terça-feira (22), que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta quarta (23), os integrantes do grupo temático indicado para lidar com as Forças Armadas. O vice disse que a equipe será composta de civis e militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

“Já temos um esboço com os nomes e aí vamos anunciar o grupo da Defesa, talvez amanhã ou no máximo quinta-feira”, afirmou Alckmin. “Está bem discutido. A Defesa é estratégica para o País. Estamos amadurecendo propostas, cumprir o programa de governo estabelecido e ter bons nomes para sua formação, civis e das três Forças.”

Na equipe devem estar o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Defesa, e o general da reserva Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança presidencial.

Segundo o Estadão, a área da Defesa se converteu num impasse no novo governo, e Lula teve que arbitrar. Havia distintas visões sobre como a equipe deveria ser composta, se apenas com civis ou com militares da reserva, entre eles ex-colaboradores de gestões do PT. Conselheiros de Lula também divergiam sobre a fusão ou não com o grupo de Inteligência Estratégica, composto para espelhar as atribuições do Gabinete de Segurança Institucional e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

“Só ele (Lula) pode autorizar, ele tem que coordenar esse processo”, disse o ex-ministro Aloizio Mercadante, coordenador dos grupos temáticos e um dos interlocutores do próximo governo junto a generais. “Amanhã, amanhã”, enfatizou ao ser questionado se haveria a indicação de colaboradores da ativa ou somente da reserva.

Os integrantes do gabinete minimizaram “dificuldades”, mas Alckmin admitiu que não houve contato direto com o ministro da Defesa, general de Exército reserva Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Ele indicou o secretário-geral da pasta, general da reserva Sergio José Pereira, como ponto de contato para os integrantes da comissão.

“Em relação à Defesa, não temos tido contato direto ministro por ministro. Até para não romper a relação, que pela lei é feita pela transição do presidente eleito através do (ministro) Ciro Nogueira, da Casa Civil. A gente sempre se relaciona com a Casa Civil, quando precisa de informação pede a ele. Mas composto o grupo técnico vamos ouvir e conversar”, desconversou Alckmin. “Não há nenhuma dificuldade, isso está praticamente equacionado.”

Ao contrário do que disse o vice eleito, no entanto, já houve contatos diretos de grupos da transição com ministros de Bolsonaro, como no caso dos ministérios da Cidadania (Ronaldo Bento), das Relações Exteriores (Carlos França) e de Ministério de Minas e Energia (Adolfo Sachsida).

Chefiado pelo general da reserva Augusto Heleno, um dos ministros de Bolsonaro mais radicalizados, o Gabinete de Segurança Institucional não informou nenhuma autoridade de contato e sugeriu que a equipe de Lula deverá se relacionar com a Casa Civil. Já a Abin disse estar à disposição dos integrantes da transição quando for demandada.

Desde a campanha, Lula passa por dificuldades de acesso às cúpulas das Forças Armadas, principalmente da ativa, e falta de quadros do PT. Ele também enfrenta resistências ideológicas na caserna e reconhece nos quartéis uma simpatia pelo presidente Jair Bolsonaro, que foi capitão do Exército.

Lula foi aconselhado e já confirmou a indicação de um ministro civil para chefiar a Defesa. Desde o governo Michel Temer, a pasta passou a ser comandada por militares. Alckmin não antecipou nomes e disse que dentro de “alguns dias” o presidente eleito deverá começar a anunciar os integrantes do primeiro escalão. “O presidente Lula tem 40 dias para ir anunciando (ministros). Não deve ter essa correria. Mais alguns dias aí começam os novos ministros”, disse o vice.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Fernando Krause
23 de novembro de 2022 19:59

De corrupto também!

Vanderlei Ochoa
23 de novembro de 2022 11:17

Lula vai botar gente competente e patriota nos cargos. Vai varrer os golpistas para fora do poder. Lugar de golpista é no chilinfró…

Jairo Vivian
23 de novembro de 2022 12:03

Alô alô Bolsonaro & Cia. Abram os olhos, já tem petezada no STF, no TSE, na OAB e principalmente Fórum de São Paulo. Se colocarem os seus nas FA, aí ninguém mais segura esse Brasil.

Fernando Garrido
23 de novembro de 2022 12:33

Nas FFAA ele$ não irão se infiltrar!!!
Sabem que são o último bastião de resistência contra a implantação do comunismo …

Fernando Krause
23 de novembro de 2022 12:51

Algum general de 4 estrelas vai receber ordem de “cumpanhero socialista” ???

Nilton G Veiga
23 de novembro de 2022 21:56

Estão arregando. Agora querem montar grupos com militares também para amenizar a resistência mas acho que não vai colar, babacas!

O impacto do áudio do ministro do TCU nas redes sociais
Bolsonaro acelera nomeações, põe aliado para fiscalizar Lula e dá consulado a auxiliar da primeira-dama, Michelle
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x