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Política Alexandre de Moraes marca depoimento do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro para o início de fevereiro

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Torres está preso e é investigado por omissão na contenção de atos extremistas. (Foto: Reprodução de Vídeo)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes remarcou, para o dia 2 de fevereiro, o depoimento do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça Anderson Torres à Polícia Federal (PF). O encontro deve ocorrer às 10h30.

Havia expectativa de que Torres seria ouvido nessa segunda (23) já que, na semana passada, a corporação, a pedido da defesa do ex-gestor, solicitou a realização do depoimento nesta manhã. No entanto, a medida não foi autorizada por Moraes.

O ministro permitiu que a defesa de Torres tenha acesso às investigações e disse que a nova data pretende “garantir o tempo necessário à defesa de Anderson Gustavo Torres para análise dos autos antes do interrogatório”.

Torres está preso no 4º Batalhão da Polícia Militar, no Guará, e é investigado por suspeita de omissão na contenção dos atos extremistas cometidos por manifestantes radicais, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Ele chefiava a Secretaria de Segurança Pública do DF à ocasião, mas nega as acusações.

Primeiro depoimento

Uma primeira tentativa de depoimento foi realizada na última quarta (18), e uma equipe da PF foi até o local onde Torres está preso. No entanto, acompanhado dos advogados, ele ficou em silêncio.

A defesa do ex-secretário alegou que não teve acesso aos inquéritos nos quais Torres é investigado e que ele “esclarecerá sob tudo que lhe for perguntado tão logo a defesa tenha acesso aos autos”. Por isso, pediu a remarcação do depoimento para esta segunda. A solicitação foi corroborada pela PF.

O ex-ministro foi preso em 14 de janeiro, por ordem de Alexandre de Moraes. Quando a prisão foi decretada, no dia 10 de janeiro, Anderson Torres estava de férias com a família nos Estados Unidos. Após a ordem, ele voltou ao País e foi detido no Aeroporto de Brasília.

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