Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de fevereiro de 2023
O temporal que devastou o Litoral Norte de São Paulo, causando mais de 50 mortes, acendeu um alerta para desastres no País. Uma pesquisa feita pelo Serviço Geológico do Brasil aponta Santa Catarina como o Estado com mais áreas de risco para deslizamentos, alagamentos ou enxurradas. São 2.939 locais mapeados.
Em todo o País, o total é de 13.575. No estado de São Paulo, 848. Das 2.939 áreas mapeadas em Santa Catarina, a maioria apresenta risco alto, conforme o estudo. Há 434.438 pessoas em risco.
O principal risco apontado é o de deslizamentos, seguido por inundação. Nos 20 municípios do Brasil com mais risco, há três catarinenses: Brusque, no Vale do Itajaí, Joinville, no Norte, e Lages, na Serra.
Lages é o 16º município da lista. Recentemente, Santa Catarina registrou mortes por causa de desastres. Em Rodeio, no Vale do Itajaí, um pai e duas filhas morreram em janeiro em meio a um deslizamento de terra.
Pesquisa
Há cinco anos, a pesquisa do Serviço Geológico do Brasil ocorre em parceria com a Secretaria de Defesa Civil. Desde então, o levantamento de Santa Catarina está bem avançado.
De todo o país, é o estado que tem o maior número de cidades mapeadas.
“Os nossos técnicos buscam bairros, assentamentos, que são desenvolvidos em terrenos íngremes, em encostas, e nos quais há então algumas intervenções humanas inadequadas, como escavações bastante íngremes, falta de drenagem superficial para escoamento de água de chuva, entre outros indícios”, explicou o geólogo.
De acordo com o levantamento, Brusque é o terceiro município com maior concentração de áreas de risco do Brasil.
A Defesa Civil municipal faz um mapeamento dessas áreas e já notificou 566 situações, sejam de risco ou onde já houve deslizamentos. Na análise, mais de 16 mil pessoas estão em risco no município.
“A gente faz a notificação, informa [ao morador] que lá é um setor de risco. E a gente já informa aquelas medidas que são mais comuns de serem adotadas, principalmente drenagem”, afirmou o chefe de vistorias e fiscalização da Defesa Civil de Brusque, Edevilson Paulino Cugiki.
O mapeamento serve como base de dados para os municípios pensarem em ações de prevenção. Brusque está planejando novas ações na região, conforme Cugiki.
“Uma delas é que, nesses setores de risco, que a pessoa receba na conta de água que a residência dela está no setor de risco. A gente tem uma rotatividade muito grande também dentro do município, de pessoas que moram de aluguel ou a casa é cedida, ou a pessoa vem de fora para morar, às vezes não sabe que vai morar num setor de risco”, resumiu. As informações são do portal de notícias G1.
Os comentários estão desativados.