Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Bento Gonçalves tem o primeiro caso fatal de dengue entre os gaúchos neste ano

Compartilhe esta notícia:

Na UTI, paciente com covid pode morrer em decorrência de infecção por bactéria que acomete o pulmão. (Foto: EBC)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou nesta quinta-feira (16) a primeira morte causada pela dengue no Rio Grande do Sul neste ano. Trata-se de uma mulher de 49 anos, residente em Bento Gonçalves (Serra Gaúcha) e com histórico de hipertensão arterial. Ela faleceu na quarta-feira, um dia após ser internada e quase uma semana depois de apresentar os primeiros sintomas – febre, náusea, falta de apetite, dificuldade respiratória, dores  abdominal, muscular e de cabeça.

Desde janeiro, já foram confirmados ao menos 873 casos autóctones (quando o contágio ocorre sem que a pessoa tenha viajado recentemente). No ano passado, o RS registrou os maiores índices da doença em toda sua série histórica. Foram mais de 57 mil casos autóctones, outros 11 mil casos importados (quando o contágio ocorre fora do Estado) e 66 óbitos em virtude da dengue. Os dados deste ano estão atualizados até esta quinta-feira (16).

A dengue é uma doença febril causada por um vírus, transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta (39°C a 40°C) durante dois a sete dias, mal-estar, náusea, vômito, diarreia, manchas vermelhas na pele (com ou sem coceira) e dores – no corpo, articulações, cabeça (cefaleia) e atrás dos olhos. O quadro pode se agravar, com extravasamento de plasma ou hemorragias capazes de levar ao choque grave e à morte.

Ao apresentar sintomas, o indivíduo deve procurar uma unidade de saúde, ingerir bastante água e evitar uso de medicamentos por conta própria. O serviço médico fornecerá as orientações necessárias para cada caso.

O diagnóstico de casos suspeitos deve levar em consideração as questões clínicas (sintomas) e epidemiológicas – se o local de moradia ou trabalho é infestado pelo mosquito, por exemplo, e se existem outras pessoas com dengue na região.

Os exames laboratoriais são auxiliares na investigação e não é necessário saber o resultado para iniciar o tratamento. Também podem ser realizados exames de laboratório inespecíficos (como hemograma para contagem de plaquetas) e específicos (que pesquisam a presença do vírus ou anticorpos que reagem à sua presença).

Orientações

A principal forma de evitar a doença é a eliminação dos potenciais criadouros do Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Algumas das principais recomendações previstas são:

– eliminar água parada dos pratinhos e vasos de plantas;
– manter caixas d’água tampadas;
– colocar tela nos ralos de água da chuva;
– secar pneus e protegê-los da chuva;
– limpar calhas da residência;
– escovar os pratos dos animais domésticos e trocar a água uma vez por semana;
– manter piscinas limpas e com água tratada.
– em caso de dúvida, consulte o site dengue.saude.rs.gov.br.

Há, também, diretrizes ao infectado para que não propague a doença. A lista inclui o repouso do paciente e cuidados para evitar ser picado pelo inseto, fazendo dele um transmissor da doença. Para isso, deve ser utilizado repelente corporal, roupas que cubram braços, pernas e pés, além de uma tela do tipo “mosquiteiro”, principalmente quando se trata de pessoas acamadas.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Crise no mercado financeiro pode antecipar queda de juros no Brasil, avalia governo Lula
“Shazam!” está de volta, agora adolescente, em nova fase da DC
Pode te interessar