Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2023
Nesta segunda-feira, diversas manifestações no Dia Internacional do Trabalhador (1º de maio) celebraram as conquistas dos trabalhadores pelo mundo e reivindicaram questões relacionadas à data, como melhores salários, condições dignas de trabalho, equidade de gênero, entre outros temas.
Na França, manifestantes participaram de protestos contra o aumento da idade de aposentadoria, de 62 para 64 anos. Houve protestos em andamento em várias cidades. Em Paris, Nantes e Lyon, a polícia disparou gás lacrimogênio contra os manifestantes, que incendiaram vários veículos e destruíram algumas instalações comerciais durante os protestos.
No Reino Unido, profissionais de enfermagem voltaram a fazer greve para exigir aumentos salariais. Atos foram registrados em Londres, Oxford e Liverpool. Na capital britânica, manifestantes se concentraram na Trafalgar Square.
As mobilizações manifestaram apoio aos enfermeiros do país, que entraram em greve nesta -segunda-feira. Os participantes dos atos britânicos também protestaram contra o racismo, xenofobia e fascismo. Alguns deles carregaram cartazes com a mensagem “refugiados são bem-vindos aqui”.
Na Grécia, milhares de trabalhadores se reuniram na capital Atenas. Os manifestantes denunciaram a piora das condições de vida da classe e pediram uma luta mais unida dos trabalhadores, segundo informações da Anadolu Agency.
Na Turquia, manifestantes entraram em confronto com a polícia depois de serem impedidos de irem para Taksim, principal praça de Istambul, segundo a agência de notícias AP. O local tem uma importância simbólica depois que homens armados desconhecidos atiraram contra pessoas que comemoravam o Dia do Trabalhador em 1977.
A Coreia do Sul registrou um ato com 130 mil integrantes da KCTU (sigla em inglês para Confederação Coreana de Sindicatos) em Seul, afirmou a Confederação Coreana de Sindicatos em publicação no Facebook. A data teve protestos pedindo salários mais altos, redução de jornada e melhores condições de trabalho, entre outras demandas.
“Aumentar o salário mínimo é o 1º passo para combater a desigualdade e a polarização. Os trabalhadores precisam trabalhar menos horas e receber mais dinheiro para melhorar as suas vidas”, disse a presidente Yang Kyeung-soo.
No Japão, milhares de sindicalistas, legisladores da oposição e acadêmicos se reuniram no Yoyogi Park, em Tóquio. Eles pediram por aumentos salariais para compensar o efeito do aumento dos custos de vida, de acordo com informações do Japan Today.
Os três maiores sindicatos da Itália escolheram a cidade de Potenza para celebrar a maior manifestação pelo Dia do Trabalhador nesta segunda-feira, que tem como o tema “Fundado sobre o Trabalho”. Além da data especial, o evento deste ano celebrou os 75 anos da Constituição.
A Confederação-Geral Italiana do Trabalho (CGIL), a Confederação Italiana dos Sindicatos de Trabalhadores (CISL) e a União Italiana do Trabalho (UIL) ressaltam que “na Constituição, o trabalho é reconhecido como primeiro princípio fundamental da República, um direito pessoal e um dever social que deve ser garantido e valorizado”.
Além da manifestação em Potenza, muitas cidades italianas também realizaram suas celebrações pelo Dia do Trabalhador.
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