Domingo, 08 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2023
Os médicos credenciados ao IPE Saúde iniciaram a greve no dia 10 de abril em todo o Estado
Foto: DivulgaçãoOs médicos credenciados ao IPE Saúde (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul) decidiram manter suas atividades paralisadas até o dia 23, data em que devem voltar a se reunir em assembleia da categoria. Eles também optaram por um licenciamento temporário de 30, 60 ou 90 dias.
A deliberação é de terça-feira (2) à noite, durante assembleia-geral extraordinária no auditório do Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre. Cerca de 85% dos votos foram favoráveis à manutenção da greve.
“Acreditamos na autonomia do profissional e estamos disponíveis para auxiliar tanto no licenciamento temporário quanto, até mesmo, no descredenciamento”, frisou o presidente da entidade, Marcos Rovinski. “Queremos que haja bom-senso por parte do governo e que seja célere nas propostas, pois esse é um movimento sério dos médicos na busca de um reconhecimento à altura do trabalho realizado.”
Na abertura da assembleia da categoria, o dirigente apresentou um relato das ações do Simers junto ao governo gaúcho para buscar o aumento dos valores pagos pelos procedimentos médicos e hospitalares, sem reajuste há 12 anos:
“A nossa mobilização foi essencial para que os gestores do Estado encaminhassem a proposta de reestruturação do IPE Saúde. Sou médico credenciado há mais de 40 anos e nunca vi nada igual para garantir a valorização dos profissionais”.
Entenda
Os médicos credenciados ao IPE Saúde iniciaram o movimento no dia 10 de abril, em todo o Estado. Durante a paralisação, são realizados somente procedimentos de urgência e emergência. A categoria reivindica a atualização da tabela de honorários médicos praticada pelo Instituto.
Atualmente, o IPE Saúde conta com cerca de 6,5 mil médicos credenciados no Rio Grande do Sul. O convênio é responsável pela assistência médica e hospitalar de quase 1 milhão de servidores estaduais, dependentes e pensionistas. De acordo com o Palácio Piratini, no ano passado o déficit mensal da instituição ficou em torno de R$ 36 milhões.
Restruturação
No dia 12 de abril, o governador Eduardo Leite detalhou uma versão inicial do plano de restruturação do IPE Saúde, que presta assistência médica e hospitalar a um de cada dez gaúchos.
Ele detalhou aspectos como perfil de usuários, fontes de financiamento e desafios financeiros para a sustentabilidade do sistema. Adiantou, ainda, que a proposta de remodelação deve ser encaminhada à Assembleia Legislativa nas próximas semanas.
Dentre os fatores atribuídos ao desequilíbrio estão aspectos contextuais como o envelhecimento e o aumento da expectativa de vida da população gaúcha. No plano principal, mais da metade dos usuários têm idade a partir de 59 anos. Ou seja, a maioria são pessoas que necessitam de serviços de saúde com maior frequência.
Além disso, quatro em cada dez beneficiados cobertos pelo plano principal são dependentes e, portanto, não pagam a contribuição mensal.
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Governo Leite deveria trazer médicos CUBANOS.
Dentro de um processo imediatista, voce teria o Hospital Ernesto Dornelles, para atender a esta população. Não obstante este atende a vários outros convenios, e não somente o IPE. considerando a necessidade de redução das despesas. Talvez a priorização desta Unidade propria, ou mesmo a crialção de outras Unidades proprias seria uma alternativa, assim como outras várias Operadoras de Planos de saúde, em um processo de verticalização do atendimento a sua população alvo
Os problemas do IPE Saúde são: má gestão e excessivo número de dependendes que não pagam taxa pecuniária.
Nem relógio trabalha mais de graça. Ocorre que o atendimento médico credenciado também deixa muito a desejar. Uma consulta pelo convênio é impossível, só agendando para dali a três meses, até lá ou você sarou ou morreu. Agora pagando particular consegue para o mesmo dia. O risco é, a população perceber que esse convênio não faz tanta falta assim, pois quando precisa não tem!!!!
Nao estou compreendendo esta historia de dizer que o numero excessivo de dependentes que não pagam taxa!Como assim!?Vem descontado em folha a taxa de cada dependente !E posso afirmar que não é pouco!Concordo plenamente que o repasse é pequeno e indigno mas não justifica ficarmos à deriva .Muitos de nós ainda pagamos por uma suplementação(SAUDE PASS,VERT,AFSPERGS etc) Neste caso ficamos engessados em em pouquissimos lugares que aceitam tais planos ou ficamos numa fila de espera……muito triste!
Até quando as autoridades (MP e Procon) vão permitir que o dinheiro continue saindo do salário dos funcionários? Estamos pagando pelo quê? Se não há serviço pagamos porquê? O pagamento também deveria ser suspenso. Se não dá certo, acabem com o IPE.
Meu filho paga taxa como dependente sim, aliás, a taxa é mais caro que um convênio particular do tipo Cartão de Todos e outros. Faz muito tempo que os médicos não aceitam o convênio IPE Saúde, os consultorios dão mil desculpas pra não atender, dizem estar com agenda cheia, então faz anos que pago IPE pra nada.
Além disso aquela taxa que pagamos aos que ainda atendem clientes antigos estão cobrando 5vezes mais que a taxa que deveríamos pagar.Acho justo o profissional ganhar melhor mas isso é parte de um acordo! Quem paga a maior parte é o plano.Pra isso pagamos todo mês.