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Mundo França restringe direitos humanos após massacre em Paris

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Chocado com os ataques e consciente de que há mais por vir, o governo diz que não tem tempo a perder. (Foto: Peter Dejong/AP)

A França se autodenomina a “pátria dos diretos humanos”, mas na última semana tem focado em limitá-los, já que o governo tem forçado a liberdade básica por meio de varreduras restritivas em razão do massacre de Paris. Nos dias mais tensos desde que os jihadistas mataram 130 pessoas, o governo francês declarou “guerra contra o terrorismo”, ampliou o estado inicial de emergência pós-ataque por três meses e estabeleceu planos para redigir e incluir novas restrições na Constituição do país.

Defensores da liberdade civil protestam defendendo que a aplicação das medidas reduziram os direitos fundamentais mesmo após a crise ter passado. Mas as objeções do grupo têm sido difíceis de ouvir em meio a pedidos para leis mais duras, além de detalhes e relatórios sobre os ataques e bombardeios franceses de retaliação em Raqqa, reduto do Estado Islâmico na Síria.

As novas medidas de segurança passaram por votação na Assembleia Nacional, cujo resultado foi quase unânime de 551 a favor e apenas seis contra. Pesquisa de opinião pública revela que 84% dos entrevistados afirmaram estar “prontos para aceitar mais controles e uma certa limitação na liberdade”. Chocado com os ataques e consciente de que há mais por vir, o governo diz que não tem tempo a perder. “A segurança é a primeira de todas as liberdades”, disse o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, na quinta-feira. (Reuters)

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