Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de maio de 2023
O escândalo da máfia das apostas no futebol brasileiro teve até ameaça de um dos apostadores a um jogador da Série A do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Eduardo Bauermann, do Santos, foi aliciado para manipular resultados em ao menos duas ocasiões. E como não conseguiu, enfureceu os apostadores que o aliciaram.
Segundo a investigação, foram muitas as apostas na antepenúltima rodada do Brasileirão 2022. Em uma delas, esperava-se que Bauermann tomasse um cartão amarelo na partida contra o Avaí. Para isso, ele recebeu R$ 50 mil antecipados. No entanto, ele não conseguiu receber a advertência durante a partida. E deixou os apostadores desesperados.
Por conta disso, Bauermann tentou compensar a falha sendo expulso no jogo seguinte, contra o Botafogo. Apesar disso, ele falhou mais uma vez: foi expulso apenas depois do apito final – algo que, segundo as casas de apostas, não conta como uma expulsão verdadeira durante os 90 minutos.
Com o novo erro, os apostadores não conseguiram o dinheiro que esperavam. E assim, ficaram enfurecidos com o zagueiro santista. Tanto que o sócio de Bruno Lopez, Romário dos Santos, ameaçou o atleta com uma arma, dizendo que iria atirar nele e em integrantes de sua família.
“Fala para ele aqui, filho, ó. Essa (bala) aqui é para você, viu, seu condenado. Essa aqui é para sua irmã, para sua mãe. Aqui com nós é só assim, bebê. Venha!”, afirma.
Entenda o caso
A investigação sobre suspeita de manipulação de resultados teve início em novembro do ano passado. O mandatário do Vila Nova, Jorge Hugo Bravo, descobriu que jogadores do clube vinham sendo aliciados por um grupo de apostadores antes da partida contra o Sport pela Série B. O dirigente juntou provas da tentativa de manipulação e procurou os promotores que combatem o crime organizado no Estado.
Oficial da Polícia Militar, Jorge Hugo Bravo descobriu que o atleta Marcos Vinícius Alves Barreira, apelidado de Romário, tinha sido aliciado. Como o jogador não foi escalado, tentou induzir algum companheiro de time a levar um cartão vermelho ou cometer um pênalti no seu lugar. O valor combinado, segundo depoimento de Romário, era de R$ 150 mil, com uma “entrada” de R$ 10 mil, conforme vídeo de seu depoimento divulgado no programa Fantástico.
O MP-GO continuará a investigar as partidas e não descarta que houve manipulação de resultados em outras partidas de futebol. A Operação Penalidade Máxima está em sua segunda fase. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo, e do site Lance.
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